
Em um certo dia, ao visitar uma igreja evangélica, avistei um letreiro brilhante cuja mensagem dizia: “você não está sozinho”. De imediato, pensei na obviedade disso para mim. De casa à universidade, eu cruzo o caminho de milhares de pessoas toda a semana. Não seria evidente, portanto, que “não estou sozinho“? Precisei ler novamente o letreiro para me dar conta de que, na verdade, tal mensagem não é, em tempos hipermodernos, algo tão evidente assim. A razão disso se relaciona aos paradoxos que as questões da presença e da solidão sempre suscitaram ao longo da história e ainda suscitam no presente.
Nos últimos anos, a solidão tem sido definida como um problema global de saúde pública. Em resposta a isso, Ministérios da Solidão, como no Reino Unido e Japão, além de uma comissão especial da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram criados para tratar da “epidemia de solidão”. A solidão, somada ao isolamento social, representa um agravante de problemas de saúde e bem-estar, tendo riscos comparáveis ao uso de tabaco, obesidade e consumo excessivo de bebidas[1]. Em pesquisas recentes[2], cerca de um quarto da população mundial relatou sentir-se sozinha, especialmente entre jovens adultos, indicando que a chamada “epidemia de solidão” também alcança contextos como o brasileiro[3].
Às vezes, estar só é consequência tanto de uma decisão por distanciamento, como também da influência de um mundo que demanda cada vez mais aceleração, superficialidade e independência. Assim, é preciso reconhecer que nem todo estar só significa, necessariamente, solidão. Além disso, deve-se considerar que estar só pode decorrer de uma escolha pessoal, na qual adotamos um tempo de introspecção e solitude, ou de um tempo em que nos dedicamos com maior exclusividade à execução de um trabalho ou a produção de uma obra especial.
Em primeiro lugar, como podemos conceber a solidão? De modo geral, é um estado subjetivo de desconexão psicológica com outras pessoas. Sentimo-nos em solidão quando não conseguimos confiar o suficiente nos outros; ao não nos conectarmos com um grupo, ou ao sermos abandonados por ele. Nessas ocasiões, as fronteiras que separam nosso eu do outro são mais do que bem delimitadas: são rígidas, quase inultrapassáveis; gerando o desconforto de estar sem ninguém. Recentemente, a revista britânica The Lancet chamou de ambientes solitarizantes[4] as condições e contextos que contribuem para o fenômeno da solidão. É preciso reconhecer que, na contemporaneidade, existem fatores sistêmicos que facilitam, e às vezes incentivam, um estilo de vida acelerado e superficial, mais suscetível à solidão.
Nos dias de hoje, é possível identificar diversas transformações sociais que contribuíram para os índices de solidão acima mencionados, como fragilidade nos relacionamentos, crescimento das cidades e da mobilidade, pressões socioeconômicas, entre outros. O uso ampliado da tecnologia, sobretudo, é um dos fatores mais salientes ao identificar os dispositivos que transformaram nossa percepção sobre relacionamentos e intimidade. Enquanto, em algumas décadas atrás, cultivar uma amizade dependia de uma reciprocidade custosa, exigindo tempo de qualidade, contato olho-no-olho, responsabilidades mútuas e atenção plena; hoje em dia, acostumamo-nos a ter um intermediário que, ao mesmo tempo que possibilita, também secciona as interações: as telas. Embora úteis e necessárias para a vida no século XXI, elas possuem uma pedagogia implícita quanto ao modo como hoje podemose devemos nos relacionar. Existe um mundo inteiro de distrações entre dois seres humanos e a tela que os separa.
Em “Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other”,[5] a pesquisadora Sherry Turkle explora a influência das tecnologias digitais nas relações humanas e na experiência de solidão. Ela identificou um paradoxo latente na cultura tecnológica: estamos sempre e cada vez mais conectados; ao mesmo tempo em que nos sentimos ainda mais sós. Diante disso, a autora argumenta que, apesar da tecnologia facilitar as interações, ela também produz uma falsa sensação de estarmos verdadeiramente vinculados uns com os outros. A substituição da qualidade das relações pela quantidade favoreceu um cenário no qual manter conversas diárias com dezenas de pessoas diferentes é preferível a ter um tempo de qualidade com uma única pessoa. Para nos sentirmos conectados, nesses termos, dependemos do compartilhamento compulsório de mensagens, que buscam estimular a noção de presença no mundo virtual. O pertencimento passou a depender de sermos ou não followers uns dos outros.
Uma característica intrinsecamente humana que é esvaziada no processo da solidão diz respeito aquilo a que Viktor Frankl chamou de dimensão noética ou espiritual. Para Frankl, a condição humana é marcada pela busca por sentido e propósito na vida, pois possuímos uma vontade de sentido[6]. O sentido potencial da vida é descoberto no mundo, ou seja, exige que o ser humano se dirija para algo ou alguém além de si mesmo. Quando não somos capazes de transcender e encontrar o sentido na vida, nossa dimensão humana é mitigada e tornamo-nos vulneráveis ao vazio existencial.
A tecnologia, ao mesmo tempo que facilitou o encontro, tornou-o mais superficial e fragmentado. Diariamente, encontramo-nos infinitas vezes uns com os outros por meio de interações virtuais, porém, de forma breve, desatenta e impessoal. Para a maioria de nós, este já se tornou o modelo principal e preferível de interação social. Há, por outro lado, um risco inerente a esse sub-encontro, que atinge a espinha dorsal do sentido: A limitação do transcender a si mesmo com o outro. Frankl afirma que a interação humana envolve mais do que simplesmente a presença de duas pessoas (seja ela física ou virtual), mas diz respeito aos significados que são tecidos numa relação dialógica entre pessoas que intencionalmente se encontram. Em suas próprias palavras, ele diz: “O verdadeiro encontro é um modo de coexistência aberto ao logos, permitindo aos participantes que transcendam a si mesmos em direção ao logos e também promovam uma autotranscendência mútua [7]“.
Autotranscender, portanto, implica em reconhecer a humanidade da pessoa com quem me encontro; em esquecer de mim mesmo na medida em que busco junto com a outra pessoa o sentido do nosso encontro. É na autotranscendência em que encontramos a pessoalidade do logos, isto é, o modo como relacionamentos verdadeiros e intencionais dão sentido à existência humana. Precisamos da ajuda do outro para conseguirmos sair de dentro de nós mesmos e rompermos com o egoísmo. Tratando do modo como o amor confronta as idealizações, Ana Suy afirmou: “A gente não ama o outro porque ele é nosso espelho, a gente ama o outro na notícia que ele dá de que há um mundo para além do nosso umbigo[8]“.
As telas, embora permitam a realização de um encontro verdadeiro, que se realiza na autotranscendência, facilitaram o aumento irrestrito de relações superficiais cultivadas por meio de likes e memes. O enfraquecimento das relações contribuiu para a atual epidemia de solidão, na qual, mesmo virtualmente conectados, não nos sentimos pertencentes e relacionados uns com os outros. A visão de Frankl contrapõe essa realidade e nos aponta a necessidade de irmos além. Como ele declarou: “O encontro verdadeiro baseia-se na autotranscendência mais que na mera autoexpressão[9]“. Para encontrarmos o outro, precisaremos deixar a impessoalidade e abraçarmos sua humanidade; encontrarmos o logos em vez de simplesmente compartilharmos dados. Ao negligenciarmos o verdadeiro encontro, não perdemos apenas o sentido compartilhado com os outros: o que se perde na solidão é o que nos faz genuinamente humanos.
O paradoxo da solidão, contudo, vai além da simples oposição entre estar acompanhado e estar isolado. A mesma cultura que enfraquece o encontro verdadeiro também dificulta o silêncio, a reflexão e a capacidade de permanecermos diante de nós mesmos. Mesmo reconhecendo as complicações atreladas à solidão, não podemos esquecer que estar sozinho não significa necessariamente experienciar esse fenômeno. Podemos presumir que, dados os problemas gerados pela solidão, seria plausível assumir uma postura avessa, na qual nos lançamos inteiramente ao outro. Nessa perspectiva, o “remédio” para a solidão seria evitar a todo custo estar sozinho. A meu ver, a falha desta visão está em sua concepção distorcida sobre estar só. Ao mesmo tempo em que precisamos uns dos outros, também necessitamos de um momento a sós com nós mesmos.
Assim como o mundo hipermoderno favorece uma postura individualista, que prega a independência e aceleração em detrimento de relacionamentos profundos e compromissos, ele também possibilita perdermos a nós mesmos em meio à multidão. Como afirma Byung-Chul Han, somos convocados à comunicação compulsória, que aplaude e rapidamente transmite discursos superficiais; receitas de bolo para problemas complexos; além de outros reducionismos[10]. Nesta nova ditadura da informação, a reflexão profunda, combinada com silêncio e paciência, são atitudes contraculturais, apenas possíveis quando optamos por um distanciamento intencional de ambientes saturados de monotonia. Isso não significa abandonar relacionamentos e não frequentar mais espaços compartilhados. Porém, pode envolver um recolhimento temporário; até mesmo um desativar de redes sociais – que, hoje em dia, pode representar umpause em toda uma vida social.
A pesquisadora Sherry Turkle[11]tambémargumenta que a tecnologia tem o potencial de refrear nossa experiência de solidão, ao nos permitir estar permanentemente conectados e entretidos. O problema, contudo, acontece ao perdermos a capacidade de estar confortáveis sozinhos. Sem tal capacidade, a experiência de solidão é intensificada quando vivenciada, como também deixamos de lado a reflexão profunda, o autoconhecimento e, acrescento, a vida contemplativa. Tendo isso em vista, veremos que estar só, em dose moderada, é também requisito para uma autotranscendência genuína.
Estar só pode possibilitar uma recuperação daquilo que é essencial. Viktor Frankl, em Um Sentido para a Vida, concordou com a existência de uma “solidão criativa[12]“. Nela, somos convidados a renunciar a produtividade e abraçar a vida contemplativa. A vida contemplativa é uma postura intencional de receptividade e inatividade, na qual fazemos as pazes com o tédio e nos permitirmos não fazer nada. Byung-Chul Han, em Vita Contemplativa: Ou sobre a inatividade[13], argumenta que a inatividade permite um encontro autêntico com a realidade. Deixamos de reivindicar a funcionalidade do tempo, que costuma ser preenchido com agendas intermináveis de atividades produtivas, e nos contentamos com o que está diante de nós. A inatividade é um terreno fértil para a criatividade e inventividade humana, embora não seja um meio para obtê-las (pois, se fosse, novamente estaria à serviço da atividade, e por isso, conforme Han, deixaria de ser inatividade). De modo contundente, Han afirma: “A inatividade é […] o limiar de um feito inaudito[14]“.
Frankl e Han concordam com o potencial transformador oriundo da solidãocriativa[15]. O silêncio, na contemporaneidade, é visto como sendo sem potencial intrínseco, um espaço a ser preenchido por estímulos e distrações. Dessa maneira, nos distraímos com ruídos e perdemos de vista nossa opinião, assim como a oportunidade de encontrarmos nossa própria voz. Como disse Sertillanges: “O retiro é o laboratório do espírito; a solidão interior e o silêncio são as suas asas. Todas as grandes obras foram criadas no deserto, inclusive a redenção do mundo[16]“. Por isso, precisamos reencontrar no silêncio, e também no tédio, o potencial reflexivo e criativo do qual abrimos mão.
A solidão criativa tem o potencial de desenvolver a criatividade e fomentar a autenticidade ao nos devolver um espaço próprio para a reflexão e o autoconhecimento. Em silêncio, podemos nos distanciar da mesmice e buscar ver a realidade por uma nova perspectiva, preparando-nos para oferecermos ao mundo uma contribuição significativa. Além disso, ao adotarmos uma atitude contemplativa, podemos redescobrir aquilo que nos cerca, deixando de lado um olhar saturado e distorcido por imagens editadas, ao mesmo tempo em que nos conectamos com o espaço e o tempo presentes. A vivência solitária, quando ocasionada por uma adversidade, também pode nos reorganizar e nos permitir pensar na vida de modo mais profundo. O sofrimento produzido pela solidão não esvazia a vida de sentido; acima disso, o sofrimento comunica nossa interdependência e nos relembra que a essência humana é especialmente relacional.
Mesmo que a solidão criativa seja necessária para uma vida com sentido, devemos sempre lembrar que: a busca por estar só não deve se tornar exílio, fazendo-nos pensar que não precisamos de ninguém. Isso significa que, embora às vezes precisemos de um tempo sozinhos, não devemos negligenciar a vida em comunidade, pois é apenas nessa interação que nossa existência e sentido efetivamente se realizam. Frankl resume, dizendo: “O sentido da individualidade só se atinge plenamente na comunidade[17]“. Ou seja, é apenas na comunidade onde podemos autotranscender e ser definitivamente quem somos.
A autotranscendência sugere o limiar adequado entre individualidade e coletividade, pois afirma que necessitamos de ambos. De um lado, sem individualidade, não podemos autotranscender, pois carecemos de responsabilidade, reflexão e profundidade existencial para confrontarmos a massa quando necessário, preservando, assim, a autoria e singularidade da própria existência. Nesse caso, acabamos sendo massificados. Por outro lado, sem comunidade, não podemos autotranscender, pois carecemos de uma orientação, de um outro ou de uma obra; tornamo-nos ensimesmados enão conseguimos esquecer de nós mesmos. Nesse caso, acabamos nos isolando.
A alternativa para tal dilema se encontra no caráter dialógico da autotranscendência: precisamos tanto de um espaço pessoal quanto de comunidade. A solidão criativa propõe, então, um meio para recuperarmos um espaço pessoal de inatividade, reflexão e contemplação. A criatividade e inspiração, como frutos de um tempo em quietude, nos permitem viver uma vida mais significativa; ao mesmo tempo, capacitando-nos para uma autotranscendência genuína. A união da autotranscendência com a solidão criativa anuncia uma mensagem valiosa para tempos de aceleração, superficialidade e distração. Precisamos de um si mesmo para sermos capazes de autotranscender, mas também precisamos de um propósito maior em direção ao qual transcendemos. Este é tanto o mistério da condição humana quanto nossa característica mais própria.
Referências Bibliográficas
FRANKL, V. E. Em busca de sentido. Petrópolis: Vozes, 1946.
FRANKL, V. E. Psicoterapia e sentido da vida. 7. ed. São Paulo: Quadrante, 2019.
FRANKL, V. E. Um sentido para a vida: psicoterapia e humanismo. 18. ed. São Paulo: Ideias & Letras, 2014.
HAN, B.-C. Vita contemplativa: In praise of inactivity. Tradução de Daniel Steuer. Oxford: Polity Press, 2023.
MAESE, E. Almost a quarter of the world feels lonely. Gallup, 24 out. 2023. Disponível em:https://news.gallup.com/opinion/gallup/512618/almost-quarter-world-feels-lonely.aspx. Acesso em: 16 mar. 2024.
SOCIAL isolation and loneliness have serious health consequences. World Health Organization (WHO). Disponível em:https://www.who.int/multi-media/details/social-isolation-and-loneliness-have-serious-health-consequences. Acesso em: 16 mar. 2024.
SERTILLANGES, A.-D. A vida intelectual. São Paulo: Kírion, 2019.
SUY, A. A gente mira no amor e acerta na solidão. 10. ed. São Paulo: Planeta do Brasil, 2022.
THE LANCET. Loneliness as a health issue. The Lancet, v. 402, n. 10396, p. 79, 2023.
TURKLE, S. Alone together: why we expect more from technology and less from each other. 3. ed. Londres: Basic Books, 2017.
UM em cada 4 brasileiros não se sente próximo de ninguém. Folha de S.Paulo, 3 dez. 2022. Disponível em:https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2022/12/1-em-cada-4-brasileiros-nao-se-sente-proximo-de-ninguem-diz-estudo.shtml.
[1] Social isolation and loneliness have serious health consequences. Disponível em: <https://www.who.int/multi-media/details/social-isolation-and-loneliness-have-serious-health-consequences>. Acesso em: 16 mar. 2024.
[2] MAESE, E. Almost a quarter of the world feels lonely. Gallup.comGallup, 24 out. 2023. Disponível em: <https://news.gallup.com/opinion/gallup/512618/almost-quarter-world-feels-lonely.aspx>. Acesso em: 16 mar. 2024
[3] UM em cada 4 brasileiros não se sente próximo de ninguém. Folha de S.Paulo, 3 dez. 2022. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2022/12/1-em-cada-4-brasileiros-nao-se-sente-proximo-de-ninguem-diz-estudo.shtml. Acesso em: 16 mar. 2024
[4] THE LANCET. Loneliness as a health issue. Lancet, v. 402, n. 10396, p. 79, 2023.
[5] TURKLE, S. Alone together: Why we expect more from technology and less from each other (third edition). 3. ed. Londres, England: Basic Books, 2017.
[6] FRANKL, V. E. Um sentido para a vida: Psicoterapia e humanismo. 18. ed. [s.l.] Editora Ideias & Letras, 5 fevereiro 2014. p.29
[7] FRANKL, V. E. Um sentido para a vida: Psicoterapia e humanismo. 18. ed. [s.l.] Editora Ideias & Letras, 5 fevereiro 2014. p.70
[8] SUY, A. A gente mira no amor e acerta na solidão. 10. ed. São Paulo: Planeta do Brasil, 2022.
[9] FRANKL, V. E. Um sentido para a vida: Psicoterapia e humanismo. 418. ed. [s.l.] Editora Ideias & Letras, 5 fevereiro 2014. p.77
[10] HAN, B.-C. Vita contemplativa: In praise of inactivity. Tradução: Daniel Steuer. Oxford, England: Polity Press, 2023.
[11] TURKLE, S. Alone together: Why we expect more from technology and less from each other (third edition). 3. ed. Londres, England: Basic Books, 2017.
[12] FRANKL, V. E. Um sentido para a vida: Psicoterapia e humanismo. 18. ed. [s.l.] Editora Ideias & Letras, 5 fevereiro 2014. p.77
[13] HAN, B.-C. Vita contemplativa: In praise of inactivity. Tradução: Daniel Steuer. Oxford, England: Polity Press, 2023.
[14] HAN, B.-C. Vita contemplativa: In praise of inactivity. Tradução: Daniel Steuer. Oxford, England: Polity Press, 2023. p.39
[15] Destaco o conceito de solidão criativa, para contrastar com a definição negativa de solidão. A solidão criativa diz respeito a um outro conceito, podendo até ser comparada à solitude.
[16] Sertillanges A.-D. A Vida Intelectual. Kírion; 1ª edição, 24 janeiro 2019, p.60
[17] FRANKL, V. E. Psicoterapia e sentido da vida. 7. ed. [s.l.] Quadrante Editora, 12 outubro 2019. p.153
Imagem gerada por IA
