A crise do amadurecimento na contemporaneidade

O ambiente como fundamento da pesquisa sociológica – Winnicott com Furedi

Os estudos sobre o “coletivo”, via de regra, buscam por um conceito que sirva de fundamento epistemológico para realizar a passagem do individual para o coletivo. Essa busca é feita consultando aquelas disciplinas que se debruçam sobre o Humano recordando-o, para melhor estudá-lo, por sua unidade individual. A leitura conjunta de D. W. Winnicott e Frank Furedi pode desvelar caminhos de uma pesquisa sociológica que inclua a dimensão do desenvolvimento emocional ou, nos termos de Winnicott, o estudo da Natureza Humana – termo controverso por si[1]. Um estudo sociológico que inclua a dimensão pessoal ou, por outro lado, um estudo da psicologia individual que possa ser expresso em termos coletivos já se mostrou produtivo em algumas obras, tais como Lasch (1983), Freud (1912/13; 1921; 1927; 1930) e Becker (1973). A exploração, entretanto, de um conceito que permita a passagem do individual para o coletivo não costuma ser explicitada. O conceito é apresentado, discutido, tem seu significado delimitado no uso proposto, mas nem sempre se mostra sua natureza epistêmica. Utilizar uma proposição de tipo psicológica e extrapolar para o coletivo sempre corre o risco de não demonstrar o nexo lógico que precisa haver entre uma realidade pessoal e uma realidade grupal. Afinal, uma pessoa é uma pessoa; duas pessoas são duas pessoas; mas duas pessoas juntas formam uma terceira entidade. Este texto vai tentar expor o ambiente como conceito de ligação entre as realidades, a pessoal e a coletiva, e desenhar qual seria sua natureza epistêmica; feito isso, tentarei explorar outras consequências da aproximação entre os dois autores para o entendimento de certos fenômenos sociais.

Winnicott, em Os Muros de Berlim (1969), articula duas ideias: (i) o processo de integração pessoal que precisa passar por uma “depressividade” que capacite a pessoa a guardar em si os elementos bons e maus, e se responsabilizar por isso – por seus efeitos dentro e fora de si; e (ii) o processo sócio-político global que, em vista de uma totalidade, precisa lidar com os mesmos elementos bons e maus. Na esfera pessoal, como que uma linha demarcatória interna representaria a capacidade da pessoa saudável de tolerar os elementos ambíguos e antagônicos em si, no outro e no mundo; na sócio-política, seriam os Muros de Berlim a metáfora da capacidade das nações para lidar com os riscos de integração, ou seja, com o estado potencial de guerra. Por outro lado, há sempre as tentativas ou destrutivas de romper com o equilíbrio das linhas ou dos Muros ou as tentativas de se encontrar os bodes expiatórios receptáculos do “mau” projetado em prol de um sentimento de paz sempre em risco de transbordamento. Frank Furedi, em The Problem of Holding the Line (2008), nos apresenta um cenário em que pais se sentem incapacitados para transmitir seus valores a seus filhos, ou discipliná-los. O quantum insuportável de bem e mau está em que tanto é verdade que uma criança é diferente de um adulto, que será – para afirmar sua identidade – refratária às demandas dos pais, quanto que sua diferença significa dependência, que vai da absoluta à relativa, em termos winnicottianos, e, portanto, exigência de trabalho demandada aos pais. Os arautos da dissociação reducionista acreditam em apagar a linha em nome da potencialidade sem mácula, do bem implícito de uma paz sustentada no uso de uma razão esvaziada de vida, esvaziada de conflito. O ponto de articulação entre os dois autores, que permite uma pesquisa do pessoal que se extrapole, sem muitos traumatismos, para o social, me perece estar na ideia winnicottiana de ambiente. Diz Winnicott: “É muito mais vantajoso estudar o desenvolvimento desse indivíduo em sua relação com o meio, e isso inclui um estudo da provisão ambiental e de seu efeito no desenvolvimento do indivíduo” (p.229). E, mais explicitamente, o conceito de ambiente se insinua como chave de passagem condicional de uma instância, a pessoal – individual[2] – para a coletiva:

Os processos maturacionais herdados no indivíduo são potenciais; necessitam de um ambiente facilitador para sua viabilização, pelo menos em certo grau e medida, e há variações importantes no meio social conforme o local e a época. (p. 229)

Frank Furedi (2008), ao estudar o problema da disciplina das crianças sob o ângulo das dificuldades de certos pais em efetivá-la, nos diz que a questão da disciplina, nos últimos tempos, “tem sido complicada pelo fato de que a vida familiar não é mais governada por regras inquestionáveis impostas pelo chefe – geralmente o patriarca – da família”. (p. 129)[3]. Vai aí toda uma problemática estudada, entre outros, por FORBES (2010) e FERRY (2012), expressa na ideia de ter havido uma mudança no eixo das identificações, daquela mais usual, a vertical, para uma horizontal[4]. Uma mudança no ambiente correspondendo a uma alteração nas condições de sustentação dos processos maturacionais. Winnicott nos ensina a pensar o todo social, desde a perspectiva do processo que vai do não unificado à unificação pessoal como base para entender o mundo político a partir do momento em que a humanidade visou e vem conseguindo alcançar um status de totalidade[5], ou, nas palavras do autor, “o mundo ter-se tornado um local único e a raça humana ter alcançado uma espécie de unidade” (p.229). Entretanto, como “o mundo precisa conter certa proporção de indivíduos que não conseguem atingir a integração” (p.230), o apagamento da linha garantidora do estado de paz (ou guerra potencial; ou, ainda, a incapacidade para a depressividade e aptidão para estados ora maníacos ora depressivos ora paranoicos) – ou estado de imaturidade – é uma constante. Furedi (p.129) diz que o estado de coisas em que os pais tendem a se retirar do árduo trabalho de “disciplinar” seus filhos, ou melhor, de lhes fazer uma diferença, vem de algumas décadas se insinuando nos meios intelectuais e se espalhando, como parte da indústria dos conselhos parentais, para a sociedade. Estando aí uma das manifestações da paranoia parental: “a questão das disciplinas é ainda mais complicada pelas ambiguidades que muitos adultos sentem sobre sua própria identidade”[6] (p.129). Identidade em risco supõe que algo do amadurecimento ainda esteja se configurando e, neste processo, há momentos em que o bom é posto para dentro e o mau é expelido para fora. Donde a afirmação de Furedi de que “tomar medidas disciplinares convida à rejeição ou mesmo à retirada do amor de uma criança”[7] (p.129) ganha fundamento epistemológico, à luz do conceito winnicottiano de ambiente. Os pais, e as escolas, descobriram que não podem errar ou, pior, eliminaram o acidente da ontologia. Com Winnicott, pensamos a importância do ambiente como aquele sustentáculo das experiências de amadurecimento; com Furedi, pensamos em um ambiente que prefere se evadir da responsabilidade da criação dos filhos. Ligando os pontos, o conceito de ambiente – um intermediador de teorias (SOUZA & MOREIRA, 2018) – permite a passagem, para o estudo do humano, do plano individual ao plano coletivo, autorizando que uma ciência da Natureza Humana constitua não só uma psicologia, mas também uma sociologia. Ademais, permite compreender certos fenômenos à luz do termo amadurecimento e seus correlatos, como congelamento, falsidade, linhas de defesa, patologias, etc. Em duas cenas de nossa prática, pensamos poder ilustrar a interligação da incapacidade dos pais de sustentar a transmissão de seus valores a seus filhos, com a intensa demanda por cuidados prêt-à-porter adquiridos em manuais ou através de especialistas, e a consequente fácil adesão aos rótulos neuropsicopatológicos da moda, e a inquietação ora maníaca ora depressiva das escolas:

Cena 1: Naquela mesma semana, ela passou de um deslumbramento encantado a uma decepção impossível. Quando chegou à escola para aquela visita típica em que o cicerone mostra todas as belezas das instalações, faz promessas, desenha futuros promissores e acena para felicidades presentes ininterruptas, logo pensou ter encontrado a instituição de ensino ideal. Feita a matrícula, garoto na escola, semana seguinte ouve-se pelos corredores a indignação de uma mãe abalada: “meu filho foi picado por uma formiga!”. “Mas, a senhora ficou tão feliz quando soube que tínhamos uma proposta de integração com a natureza, razão pela qual temos vegetação, árvores…”. Duas impossibilidades: uma criança que não pode conhecer formigas e uma escola que não suporta uma mãe decepcionada[8].

Cena 2: Naquela sala, num canto, havia os atônitos revirando latas de lixo numa escura madrugada em busca de consolo; noutro lado da linha, aqueles que, lançados ao mar depois da colisão do navio com a rocha, tomavam qualquer objeto como tábua de salvação. Os especialistas encorajadores da positivação irresponsável da mãe diziam “ele tem Asperger, que é uma síndrome neurológica com comorbidades de TDAH e precisa sentar-se de frente para o quadro”. Os educadores diziam “não estou discutindo isso, estou dizendo que ele dá um sorriso assustador e ataca as colegas”. “Ele precisa sentar-se de frente para o quadro!”. O auge do nonsense foi quando alguém disse “tendo esta escola uma proposta construtivista que organiza o aprendizado em grupos, de forma circular, e sabendo que círculo não tem frente, acho que nossa discussão não é sobre síndrome e sim sobre geometria”. Duas impossibilidades: do lado da mãe e sua equipe de especialistas, o impossível de uma criança inteira; do lado da escola, a culpa por não poder ter para dar o que se lhe pedia.

As duas cenas narram incapacidades para sustentar, aguentar em si o que é ambíguo, não linear, não equacionável nem solucionável através de álgebras elementares. Maturidade implica integração e esta se alcança com aportes ambientais. Há algo da passagem do tempo, do antigo ao atual, que nos permitiria pensar que o ambiente tem falhado em suas funções? Por que não estamos conseguindo ter em nós as linhas divisórias, porém rodeadas por um círculo-continente que não nos obrigue a tentar apagar o ambíguo estranho (FREUD, 1919) em nome de uma transparência inflada de vazio? Onde estariam nossos Muros de Berlim internos, a acomodar e conter nossos aspectos bons e maus, sem a necessidade de resolver o paradoxo da convivência entre os contrários? No lugar da sustentação de ambiguidades, optamos por redução dos problemas a cálculos que, para se efetivarem, precisam eliminar as variáveis que não caibam na equação. Cálculo, aliás, remete ao problema da razão, e sua exacerbação, na modernidade (Oakeshott, 1991; 2016) – o que já é outra história. Na história deste texto, a razão, digamos, instrumental, aquela que recorta o objeto em partes e passa a acreditar que a parte é o todo, tem um diagnóstico feito por Furedi em sua análise das proposições dos especialistas sobre como efetivar a disciplina de modo assético: “somos instados a adotar técnicas de educação positiva”[9] (145) – e suas consequências: “a abordagem unidimensional da estratégia disciplinar baseada em reforços positivos deixa os pais sem recursos para o enfrentamento de um mau comportamento”[10] (ib.). As assepsias dos especialistas, e seus cálculos, compõem a tentativa de se encontrar aquilo que aliviaria os pais do “conflito interno – ou seja, da realidade psíquica interna pessoal” (Winnicott, 1969, p. 231): projetar o conflito para uma realidade externa é depositar em algo aquilo que não vai bem, inventar uma tábua de salvação à alternativa afogante de ter que conter em si mesmo o bom e o mau, deprimir e se responsabilizar. Havendo ou não conflito na realidade externa objetiva, é um alívio que haja. A indústria dos manuais, dos especialistas do mundo colorido, as ONG’s do bem e os defensores do Estado Babá agradecem.

Como um rascunho de conclusão, pode-se dizer que o ambiente (conjunto das provisões necessárias à sustentação dos processos maturacionais), enquanto conceito originado num estudo sobre a Natureza Humana, pode ser usado numa pesquisa social como conceito móvel e fundamental: móvel em sua plasticidade histórico-temporal; fundamental na condição de parte inerente das possibilidades (somado ao potencial herdado) de aparição, manutenção e desenvolvimento da pessoa. Seria o ambiente um conceito de natureza empírica apriorística – semelhante (cabe pesquisar) ao Lebenswelt[11] dos fenomenólogos. Propor, neste texto, o ambiente nesses termos só nos foi possível, ensaiando-o como um intermediador teórico entre a pesquisa de D.W. Winnicott e a de Frank Furedi, por termos localizado no trabalho deste algumas consequências teóricas do trabalho daquele. A pesquisa sociológica de Furedi tem como fundamento implícito a concepção de que o humano vem a ser o que quer que seja através de um outro que, por sua vez, é sustentado por um conjunto de “outros” determinados pelo seu tempo próprio de vida na história. Assim se pode seguir extraindo as consequências do ponto de partida: o tempo atual, marcado pela reviravolta no eixo das identificações – da vertical para horizontal – tende a falhar mais do que devia (há famílias que não podem suportar qualquer manifestação de agressividade de sua prole); tem em seu cerne um elemento de deserção ou de incapacidade parental para sustentar e favorecer a efetivação do potencial herdado, ou, como nas palavras de Furedi a propósito da discussão sobre ‘palmadas’: “um produto de nossa confusão sobre o que significa ser adulto e pai” (p. 141)[12], dificultando o desenho da borda, linha ou “fronteira que separa a infância da idade adulta e a legitimidade da autoridade dos pais”[13] (ib.). A causa desta deserção ou incapacidade, seja para o exercício de uma função, seja para o desenho de uma fronteira – e seus efeitos sobre a condição ambiental de sustentar e suportar os processos de amadurecimento – ainda precisa ser melhor investigada. Fato é que orienta e constitui o ambiente, tendo como efeito sociológico o fenômeno da polarização ou a impossibilidade de ter em si desenhado linhas continentes para o bom e para o mau – Muros de Berlim internos e externos – restando manter separadas em polos equidistantes as posições identitárias que funcionam como confirmação de onde está a minha borda ou identidade – o que sou eu. Segundo Furedi: “isso levou a um debate simplista que polarizou as opiniões entre aqueles que condenam e aqueles que apoiam a palmada”[14] (ib.). Lidar com a agressividade de uma criança reconhecendo que ela é real é diferente de lidar com ela colocando-a debaixo do tapete. No plano político, sendo o mundo um caminho para a integração numa unidade (Globalização; Direitos Humanos) e, por isso, sujeita à destrutividade dos remanescentes da individuação, a guerra potencial tende a se efetivar, afinal “apenas determinada proporção de indivíduos é que adquire, em seu desenvolvimento emocional, algo que poderia ser chamado de estado unitário” (Winnicott, p.230). É nesse cenário que a análise sociológica de Furedi mostra seu alcance: nos dias de hoje, os atores se evadem de suas responsabilidades em fazer valer o que têm a transmitir, temendo o encontro com aquela descoberta tão moderna que é a de que não há erro; logo, devo sempre estar errando em algum lugar, e isto é experimentado, muitas vezes, como insuportável. Afinal, poucos são aqueles que conseguem guardar em si aquilo que Furedi diz: “há um tempo para recompensar e um tempo para punir”[15] (p.145). Mais que pais sem recursos para lidarem com seus filhos (ib), são filhos sem recursos para conter em si os elementos antagônicos, tornando difícil a tarefa da integração numa unidade. A paranoia, mais que um sintoma, é uma condição do laço social nos dias de hoje.

Referências

BECKER, Ernest. A Negação da Morte. Record: Rio de Janeiro, 1973.

FUREDI, F. The Problem of Holding the Line, in Paranoid Parenting – Why Ignoring the Experts May be Best for Your Child: Continuum, 2008.

FERRY, LUC. Viver. Filosofia para os Novos Tempos. Objetiva: Rio de Janeiro, 2012.

FORBES, J. Inconsciente e Responsabilidade. Tese (Doutorado em Psicologia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Psicologia/Programa de Pós Graduação em Psicologia em Teoria Psicanalítica: Rio de Janeiro, 2010.

FREUD. S. (1914) Totem e Tabu, in Obras Completas de Sigmund Freud, vol. 11, Cia das Letras: São Paulo, 2010.

_________. (1919) O Inquietante, Op.Cit. vol. 14.

_________. (1921) Psicologia das Massas e Análise do Eu, Op. Cit. vol. 15.

_________. (1927) O Futuro de uma Ilusão, Op. Cit. vol. 17.

_________. (1930) O Mal-estar na Civilização, Op. Cit. vol. 18.

LASCH, C. A Cultura do Narcisismo – A Vida Americana numa Era e Esperanças em Declínio. Imago: Rio de Janeiro, 1983.

MISSAGGIA, Juliana. A noção husserliana de mundo da vida (Lebenswelt): em defesa de sua unidade e coerência. Trans/Form/Ação, Marília, v. 41, n. 1, p. 191-208, Mar. 2018. Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000100191&lng=en&nrm=iso>
access on 30 Oct. 2020. https://doi.org/10.1590/s0101-31732018000100009

OAKESHOTT, M. Conservadorismo. Editora Âyiné: Belo Horizonte, 2016.

________________. (1962) Rational Conduct, in Rationalism in Politics and Other Essays: Liberty Fund, Inc., 1991. (1956)

SOUZA, Camila; MOREIRA, Virginia. A Compreensão da Experiência de Depressividade na Tradição da Psicopatologia Fenomenológica.Psic.: Teor. e Pesq., Brasília, v. 34, e3447, 2018.
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access on 29 Oct. 2020. Epub Sep 17, 2018. http://dx.doi.org/10.1590/0102.3772e3447.

WINNICOTT, D. W. (1969) Os Muros de Berlim, in Tudo Começa em Casa. Martins Fontes: São Paulo, 1989.


[1] Para uma ciência dura, o termo é um equívoco.

[2] Indivíduo refere-se a uma unidade cuja “produção” sempre carrega as marcas do outro.

[3] “The question of discipline has been complicated by the fact that family life is no longer governed by unquestioned rules enforced by the head – usually the patriarch – of the family.”

[4] Passagem da ordem vertical para horizontal.

[5] Não faz muito tempo que passamos a nos compreender como parte de uma mesma coisa chamada humanidade.

[6] “The question of discipline is further complicated by the ambiguities that many grown-ups feel about their own identity.”

[7] “Taking disciplinary action invites rejection, or even the withdrawal of a child’s love.”

[8] Uma “solução de compromisso” tem se dado na ideia e segurança. Furedi nos diz: “regular a vida das crianças com base na segurança é aceito sem dúvida como uma boa educação” (p.146) dando ao adulto “a ilusão de manter o controle sem ter que enfrentar a questão da disciplina” (ib.): “regulating children’s lives on the grounds safety is accepted without question as good parenting (…) keeping children under constant adult supervision creates the illusion of retaining control without having to confront the issue of discipline.” Mas isso já constituiria outra pesquisa.

[9] “We are urged to adopt positive education techniques.”

[10] “The one-dimensional approach to disciplinary strategy based on positive reinforcement leaves parents with no resources to cope with bad behavior.”

[11] O Mundo da Vida.

[12] “The debate on spanking is actually a product of our confusion about what it means to be an adult and a parent.”

[13] Ver texto original acima.

[14] “This has led to a simplistic debate that has polarized opinion between those who condemn and those who support spanking.”

[15] “There is a time to reward and a time to punish.”

Imagem: montagem com ilustração Heritage Library e foto de galeria Corel

Sobre o autor

Ricardo Rodolfo de Rezende Prado

Psicanalista e consultor em escolas da rede particular de ensino. Graduado em Filosofia pela PUC-Minas, com formação e especialização em Psicanálise (Cinpp-Vale/Univap). Pesquisador do Grupo A Crise do Amadurecimento na Contemporaneidade, do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo /PUC-SP – LABÔ.