Passado onírico, presente eufórico, futuro utópico. Eis os três refúgios acessíveis ao ser temporal que somos: eis os elementos da fuga ternária do homem.
Outsider
Coluna mensal de Ricardo Mantovani
Pós-doutorando em Filosofia pelo LABÔ/PUC-SP, licenciado, bacharel, mestre e doutor em Filosofia pela FFLCH-USP. Especialista em Filosofia da Religião e Filosofia Política, coordenador e professor do curso de pós-graduação em Ética e Filosofia Política da Faculdade Paulo VI, coordenador do Núcleo de Apologética e Ateísmo do Laboratório de Política Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ.
“Tenho o prazer de publicar, mensalmente, a coluna OUTSIDER, cuja existência se deve ao encorajamento de Andréa Kogan e Luiz Felipe Pondé. Por vezes oferecerei ao leitor textos longos e informativos, por vezes textos curtos e provocativos, além dos inúmeros tons de cinza que há entre esses extremos. Que não se prendam à forma. A única constância aqui será a sinceridade do autor: sinceridade que só se alcança quando se é um outsider.” RM
Conheci uma menina que ficou com tanto medo do Bug do Milênio que, na queima de fogos de 1999 para 2000, teve uma crise de nervos da qual demorou uma década para se curar. Eu, por minha vez, gostava da ideia do fim.
Natureza, cultura e transcendência são tudo o que há e, juntas, formam o que chamamos de “realidade”. Cada uma dessas três faixas da realidade é conhecida pelo ser humano até certo ponto.
É bastante conhecida a afirmação de Leopold von Ranke de que todas as eras estão à mesma distância de Deus. Com ela, o fundador da ciência histórica moderna se afastava da crença hegeliana no progresso da humanidade.

