
“A teologia é o caminho mais longo para chegar a Deus.” [1] – Mario Quintana
A tradição sacerdotal hebraica, responsável pela narrativa do Gênesis, buscava organizar a história do povo de Israel desde as origens até a morte de Moisés. Após anos de ruminação sobre a criação do mundo, essa tradição, cuja narrativa sobre a origem por vezes era descrita a partir da luta de divindades contra as forças do caos, inicia o livro sobre o princípio do mundo com uma imagem marcante: “Quando Deus iniciou a criação do céu e da terra, a terra era deserta e vazia, e havia trevas na superfície do abismo; o sopro de Deus pairava na superfície das águas”[2]. O cenário espelha o dualismo babilônico em que Deus pairava sobre o Caos, símbolo do vazio, das trevas e do abismo. Essa cena pitoresca me fez lembrar de uma pergunta muito comum entre os cristãos, mas que foi imortalizada por Santo Agostinho: o que Deus fazia antes da Criação do mundo?[3]
Nascido na região da Numídia, no norte do continente africano, o pensador cristão, que depois se tornaria bispo da cidade de Hipona, em sua obra Confissões, reagiu bruscamente contra aqueles que ironizavam a indagação que perscrutava esse “mistério profundo”[4], pois dizer que Deus “preparava o inferno para quem investiga mistérios profundos”[5] é se esquivar da questão. Ciente do grande mistério que envolve tal problema, Agostinho responde afirmando, em um primeiro momento, o tamanho de sua ignorância. Diferente de Sócrates, que conhecia aquilo que desconhecia e estava ciente de sua douta ignorância, a qual ficou conhecida por uma singela proposição que caracteriza o socratismo – “sei que nada sei”[6] –, Agostinho, ao se deparar com o enigmático problema do período que antecede a criação, descreve o abismo profundo de sua ignorância: “não sei o que não sei”[7]. Diferente do filósofo grego, o santo confessa desconhecer aquilo que ignora, não porque desconheça o quanto ignora, mas porque não é capaz de mensurar o tamanho de sua ignorância quando se trata de um mistério tão profundo. Em seguida, depois de confessar a sua fé em um Deus criador do céu e da terra, atreve-se a afirmar: “antes de fazer o céu e a terra, não fazias nada”.[8] Sem a pretensão de dar a última palavra sobre tal questão, Agostinho se lembra dos espíritos que vagueiam sobre a vastidão do tempo, admirados com a inoperância de Deus por séculos e séculos. É certo que para Agostinho tal admiração é enganosa, pois antes da criação não havia nenhum século, nenhum ano, nem mesmo o dia se tornava noite, já que Deus foi o criador do tempo. Se Deus esteve inoperante, afirma o hiponense, foi no eterno presente da eternidade, em que Ele não necessitava de nenhum bem. Sua completude não se distinguia daquele repouso na eternidade, pois, como dizia, “tu mesmo és repouso”.[9]
A pergunta inicial – o que Deus fazia antes de criar o mundo? –, se interpretada sob a luz agostiniana, levaria o leitor a uma análise da natureza e origem do tempo, tão bem ilustrada por Agostinho no livro XI das Confissões, assim como uma exegese mais completa do livro do Gênesis (livro XII e XIII das Confissões). Não pretendo apresentar as ideias de Agostinho nesse ensaio, mas refletir livremente e criativamente a partir de duas questões de inspiração agostiniana. Assim, elaborarei uma ficção teológica que partirá dos efeitos do ato criador mencionado no livro do Gênesis, para assim ascender à causa que poderia ter motivado a criação.
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Antes de criar do mundo, Deus contemplava o Caos,[10] expressão do vazio, das trevas e do abismo. Porém ao desviar seu olhar do Caos, criou o mundo, o céu, a terra, o tempo, os minerais, as plantas, os animais. O olhar de Deus parece ter sido o motor constituinte de tudo que existe. No topo da criação, colocou o homem e a mulher, permitindo-lhes que desfrutassem de tudo que Ele havia realizado, mas com uma única interdição: “não comerás da árvore do conhecimento do que seja bom ou mau”[11]. Essa proibição de Deus foi o primeiro “não” da história: nascia então a moral enquanto noção vaga do bem e do mal acompanhado de uma fagulha divina, o livre-arbítrio, ou a possibilidade de fazer o bem e o mal. No sexto dia, “Deus viu tudo que tinha feito. Eis que era muito bom”.[12] Naquele entardecer deslumbrante, Deus, pela primeira vez, fez a experiência concreta de Si-Mesmo: experimentou sua Bondade no espelho da criação.
Cansado pelos seis dias de trabalho – aparentemente, Deus estava um pouco fora de ritmo –, no sétimo dia descansou. O ócio é parte do processo criativo. Mas não tardou para que os primeiros problemas aparecessem: Adão e Eva, em pleno exercício do livre-arbítrio, comeram o fruto proibido, e assim experimentaram o drama da liberdade. Se o primeiro “não” da história, aquele de Deus, criou o código moral, o segundo “não”, aquele do homem que se nega a cumprir o único mandamento que lhe foi solicitado, foi uma afronta ao Criador. Após o ocorrido, Deus faz um diagnóstico: “Eis que o homem tornou-se como um de nós pelo conhecimento do que seja bom ou mal”.[13] Mas o que significa dizer que “O homem tornou-se como um de nós”? Parece que Deus conversava com o Caos. E qual é o sentido da afirmação de que o homem conhece agora o bem e o mal? O homem deixou de ser somente “ser-livre”, capaz de escolher entre o bem e o mal, mas tornou-se “consciente-de-ser-livre”, pois a consciência da liberdade trouxe consigo o peso da responsabilidade de escolher, atributo dos deuses. Confirmou-se assim a astuciosa afirmação da serpente na ocasião em que Adão e Eva foram tentados: “Sereis como deuses”.[14] O homem passou a sentir o peso da imagem de Deus gravada no seu coração com as tintas da liberdade.
Num piscar de olhos, homem e mulher viram a sua criaturalidade: “Os olhos de ambos se abriram e souberam que estavam nus”.[15] Perceberam sua fragilidade, sentiram-se ameaçados, desesperados. Seus olhares, que outrora estavam voltados ao Criador, agora contemplavam a si mesmos, e se deparavam com o Caos, imperioso e imponente. Notaram então o quanto é difícil assumir a vida dos deuses quando se têm pés de barro. Contemplavam o mal-estar que os habita, o Caos: o vazio lhes trazia angústia, as trevas causavam desorientação diante do mundo e o sentimento de abismo revelava a distância infinitamente infinita entre a criatura e o Criador. Confusos, correram mata adentro, fugiam de si mesmo e de Deus, mas se chocaram com a brisa suave do Criador que passeava, preocupado, em meio à sua obra. Foi então Deus perguntou à criatura: “Onde estás?”.[16] O homem não sabia, estava perdido, mas se justificou, se defendeu. Disse que estava nu, e por esse motivo, era preciso se esconder. Forjou então para si uma roupa de figueira, uma máscara que dissimulava sua nudez, sua fragilidade, sua precariedade. Era a vestimenta com folhas de “disfarce, mentira e hipocrisia”[17], prova que o homem havia admitido “seu completo desamparo, sua irrelevância na engrenagem do universo”[18]. E Deus perguntou, como um filósofo dialético, pronto para demonstrar os erros de seu interlocutor: “Quem te revelou que estavas nu? Comestes da árvore da qual eu te havia prescrito não comer?”[19]. Adão culpou a mulher, a mulher apontou para a serpente. Os homens desejaram ser como Deus, mas a visão do Caos, a percepção da sua fragilidade enquanto criatura, era insuportável. Como punição, Deus condenou o homem ao labor de um solo “maldito”[20] para que pudesse se alimentar, ao passo que a mulher sofreria as dores do parto. Por fim, disse o Criador: “és pó e ao pó voltarás”[21]. Nesse momento, homem e mulher ficaram estarrecidos. Sentaram-se quase desfalecidos, enterraram seus rostos em meio às pernas, taparam seus ouvidos, encolheram seus corpos como um feto: suas pernas não suportavam o peso da condição humana. Ao se levantarem, pareciam renascer para uma existência totalmente nova, na qual imperava, na maior parte do tempo, o silêncio de Deus e o medo da morte.
Depois do lapso de Adão e Eva, os pais dos miseráveis, Deus teve muito trabalho e nunca mais descansou: Caim matou seu irmão Abel por inveja; Lameque, pai de Noé, matou um homem e uma criança. O coração humano “não fazia outra coisa senão conceber o mal”.[22] Conscientes da liberdade, dirigiam-se para aquilo que os deleitavam mais, o amor a si mesmos e o desejo de serem amados, e assim a maldade humana se multiplicava de forma endêmica. Deus jogou a toalha: “Apagarei da superfície do solo o homem que criei, homem, animais grandes, animais pequenos e até os pássaros do céu, pois me arrependo de tê-los feito”.[23] Enviou o dilúvio, que destruiu tudo, ou quase tudo: Deus poupou Noé e sua família. Porém “se Noé tivesse possuído o dom de prever o futuro, teria certamente naufragado”[24], possivelmente afundaria a própria embarcação para poupar a humanidade das futuras catástrofes. Neste caso, a ignorância de Noé da contingência da História, de tudo aquilo que estaria por vir, foi uma graça da divindade.
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A primeira questão – o que Deus fazia antes de criar o mundo? – me levou a uma segunda – por que Deus criou o mundo? –, e como se não bastasse, deparo-me com outro problema tão difícil quanto os dois primeiros: por que Deus não destruiu tudo, já que a terra estava corrompida e tomada pela violência? A dúvida abre uma variedade de caminhos para o pensamento, pois ela não é ponto de chegada, mas a encruzilhada que desperta o vigoroso desejo de saber.
Ouso dizer que Deus aprendeu muito enquanto criava o universo. Viu que tudo que fez era bom. E não poderia ser diferente: se Deus é bom, então sua criação é boa. Como uma criança que sorri ao reconhecer-se pela primeira vez em um espelho, Ele admirava a sua obra, um reflexo Dele mesmo. Suponho que a contemplação da criação Lhe possibilitou reconhecer sua própria Bondade. Imagine Deus, no topo do universo, satisfeitíssimo, contemplando o seu feito. Na força do sol que espelhava o dia, conheceu sua Onipotência. Nas estrelas e na lua que enfeitavam as noites, sua Formosura. Sua Grandeza no mar sacolejando, num vai e vem de ondas cujo cheiro úmido pega carona na Suavidade das brisas que passeiam sobre a Fortaleza das rochas. No Esplendor dos horizontes, as montanhas exibiam a sua própria Imponência, os vulcões exalavam sua Autoridade, os animais e a plantas sua Vivacidade e na harmonia do mundo espelhava sua inconfundível Beleza. No homem, Deus viu a imagem mais genuína de si mesmo, aquela da Realeza que se assentava no ponto mais alto da criação, como um maestro capaz de dominar e cuidar de suas maravilhas. Não desejava para o homem a solidão, e por isso criou a mulher, usando como matéria-prima uma “costela que tirara do homem”[25]. Eva não fora tirada dos pés, para que ela não fosse considerada escrava, nem da cabeça, para que não subjugasse Adão. Tornou o homem e a mulher companheiros na arte de desfrutar a vida no Éden, que em hebraico significa “prazer”. Juntos viveriam a vida feliz, sem a necessidade de encarar o Caos, símbolo do vazio, das trevas e do abismo, os quais somente o Criador contemplava desde toda eternidade. Deus deve ter ficado admirado com a criação porque nela conheceu a Si-Mesmo, sua Bondade, Onipotência, Formosura, Grandeza, Suavidade, Fortaleza, Esplendor, Imponência, Autoridade, Vivacidade, Beleza e Realeza. Deus viu no espelho da criação o seu rosto.
Se essa descrição é verossímil, ouso então responder as duas primeiras perguntas. O que Deus fazia antes de criar o mundo? Diferente de Agostinho, para quem Deus repousava na eternidade anterior à criação, penso que Deus contemplava aquilo que ele considerava o Outro-de-Si, o Caos – símbolo do vazio, das trevas, do abismo. Essa fatigante atividade contemplativa, através de uma força imensurável, aparentemente separava Deus e o Caos. O olhar de Deus era tão aterrador que o Caos mostrava-se frágil, abatido. Parecia não oferecer nenhuma resistência ao olhar fulminante de Deus. A percepção da fragilidade do Caos é a chave para responder a segunda pergunta: Por que Deus criou o mundo? Por um lapso, o Criador baixou a guarda. Cansado de contemplar o Outro-de-Si, desviou seu olhar do Caos e criou o mundo. Passou a contemplar a Si-Mesmo em suas criaturas, as quais permaneciam existindo, como dizia Santo Agostinho, “porque tu as vês”.[26] Todavia, o inesperado pecado humano instalou uma pequena desordem que se agigantou, cresceu de forma entrópica, e Deus percebeu que o Outro-de-Si estava no mundo desde o início da criação.
O Outro-de-Si, o Caos, estando presente no mundo desde os primórdios, reordenou sorrateiramente a ordem estabelecida por Deus, produzindo o desequilíbrio que é possível constatar no mundo. No mais alto limiar do universo, os olhos de gelo de Deus, que outrora reluziam diante das maravilhas do mundo, agora estavam obscurecidos pelas dores do mundo, pela desarmonia do cosmos e pela desmedida infernal que aumentava a temperatura da terra. O sol provocava incêndios, com labaredas capazes de destruir as plantas, os animais e os homens. Descompassadas, as estrelas desobedeciam ao ritmo primordial que o olhar de Deus sustentava, chocavam-se umas às outras, e seus pedaços caiam impiedosamente sobre as criaturas vivas da terra. O mar, cheio de fúria, parecia perdido, sem direção, e invadia os continentes com ondas gigantescas que retornavam trazendo consigo uma mancha escura de corpos inertes, “pasto de peixe em alto-mar”,[27] mas que não supriam a fome insaciável dos cardumes. Nas florestas havia uma verdadeira guerra pela sobrevivência, num frenesi de animais devorando uns aos outros. As montanhas desabavam, com avalanches que cobriam cidades inteiras. Os grandes cumes de terra, que até então permaneciam inertes, cuspiam fogo para o céu, cuja única defesa era reencaminhar as lavas para os rincões da terra, formando assim uma terrível chuva de fogo. Não se ouvia mais o silêncio dos vales, substituído pelos ruídos dos terremotos: a terra engolia a si mesma e tudo aquilo que rastejava pelo chão do mundo. Os homens, em pânico, não entendiam como um ato imoral poderia ter causado um colapso tão catastrófico no cosmos. Contudo, diferente de todos os outros seres, não só sofriam as dores do mundo, mas sabiam que as padeciam, o que aumentava ainda mais a angústia, já que a morte não poupava as suas vítimas: doenças, assassinatos, torturas, perseguições, fome, miséria, luxúria e indiferença. O mundo deixou de ser um espaço de convivência e tornou-se o lugar da guerra impiedosa pela sobrevivência. Com o tempo, os homens não se extasiavam com a violência permanente e insistente, pois tinham se acostumado com a brutalidade, como um médico que, sem nenhum traço de indignação ou revolta, se acostuma a ver gente morrer. O homem percebia que em sua constituição havia uma dose de ruindade e maldade, temperada por um desejo genuíno de disfarçar, mentir e matar. Nesse momento, em que a criatura percebeu o mal-estar que a habita, uma lágrima solitária escorreu no rosto indescritível de Deus. Arrependido de ter feito o mundo, Ele arremessou essa lágrima em sua obra criadora em colapso: é o dilúvio.
As águas sobem e apagam todas as espécies de vida que vagavam sobre a terra, “só restou Noé e os que estavam com ele na arca”.[28] É chegada a hora de tentar responder à terceira pergunta: por que Deus não destruiu tudo, inclusive Noé e sua família, já que a terra estava corrompida e tomada pela violência? Penso que desde toda a toda eternidade até o fim do dilúvio aconteceu algo aparentemente estranho: a conversão de Deus. Foi justamente no arrependimento por ter criado o mundo que Deus conheceu uma das suas mais reluzentes características, a Graça, manifesta no amor que preservou Noé, criatura que havia encontrado “graça aos olhos do Senhor”[29]. Fez então uma promessa: “Nunca mais amaldiçoarei o solo por causa do homem. Sem dúvida, o coração do homem se inclina para o mal desde sua juventude, porém nunca mais flagelarei todos os viventes como fiz”.[30] Deus fez a experiência délfica, aquela mesma que mais tarde levaria Sócrates à conversão filosófica: “Conheça-te a ti mesmo”.
Apesar de ter contemplado os atributos de Si-Mesmo no espelho da criação, como a Bondade, a Onipotência, a Formosura, a Grandeza, a Suavidade, a Fortaleza, o Esplendor, a Imponência, a Autoridade, a Vivacidade, a Beleza e a Realeza, foi justamente a Graça que o auxiliou a reconhecer seu lapso. Quando desviou seu olhar vigilante do aparente Outro-de-Si para criar o mundo, subestimou as forças do Caos, e foi justamente nesse instante que o vazio, as trevas e o abismo profundo colapsaram a sua obra. Antes do dilúvio, compreendeu, pela Graça que nele habita, que não adiantava destruir o mundo para gerar outro, desta vez perfeito e livre do Caos. Percebeu que seu olhar fulminante é composto pela luz da criação e as trevas da destruição. Reconheceu então que o Outro-de-Si, o Caos, símbolo do vazio, das trevas e do abismo, que outrora repudiava e se afastava, não se opunha a Si-Mesmo: Deus e o Caos não são antagônicos, mas estão unidos em seu olhar fulminante. Inspirado pela Graça, Deus confessa: “Eu sou Senhor, não existe outro; eu modelo a luz e crio as trevas, eu faço a felicidade e crio a desgraça: sou eu, o Senhor, que faço tudo isso”.[31] O Bem e o Mal se fundem no olhar de Deus, cuja capacidade criadora aviva e aniquila, salva e condena, levanta e derruba, faz nascer e morrer tudo aquilo que existe na luminosa e sombria criação.
Notas
[1] Mario QUINTANA. Caderno H, 305.
[2] Gn.1, 1-2.
[3] “Eis o que respondo a quem pergunta: ‘O que Deus fazia antes de fazer o céu e a terra?’ Não respondo como dizem que alguém respondeu, esquivando com uma brincadeira a contundência do questionamento”. (AGOSTINHO. Confissões, XI, XII, 14).
[4] AGOSTINHO. Confissões, XI, XII, 14.
[5] AGOSTINHO. Confissões, XI, XII, 14.
[6] Platão apresenta a douta ignorância socrática da seguinte forma: “Sou mais sábio do que esse homem; nenhum de nos dois conhece algo admirável e bom, entretanto, ele julga que conhece algo quando nada conhece, enquanto eu, como nada conheço, não julgo tampouco que conheço.” (Platão. Apologia de Sócrates, 21d).
[7] AGOSTINHO. Confissões, XI, XII, 14.
[8] AGOSTINHO. Confissões, XI, XII, 14.
[9] AGOSTINHO. Confissões, XIII, XXXVIII, 53.
[10] Se considerarmos o dualismo babilônico, então Deus pairava sobre o Caos, e o contemplava.
[11] Gn. 2,17.
[12] Gn. 1,31.
[13] Gn. 3,22.
[14] Gn. 3,5.
[15] Gn. 3,7.
[16] Gn. 3,9.
[17] Blaise PASCAL. Pensées, Laf. 978; Bru. 100.
[18] Sigmund Freud. O futuro de uma ilusão, p. 292.
[19] Gn. 3,11.
[20] Gn. 3,17.
[21] Gn. 3,19.
[22] Gn. 6,5.
[23] Gn. 6,7.
[24] Emil CIORAN. Silogismos da Amargura, p. 91.
[25] Gn. 2,22.
[26] AGOSTINHO. Confissões, XIII, XXXVIII, 53.
[27] HOMERO. Odisseia, Canto XIV, 135
[28] Gn. 7,23.
[29] Gn. 6,8.
[30] Gn. 8,21.
[31] Is. 45, 6-7.
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