Arte Sacra Contemporânea: Religião e História

As figurações de São Francisco de Assis e Santa Clara de Assis na obra sacra de Claudio Pastro

O artista sacro contemporâneo e oblato beneditino Claúdio Pastro (1948-2016) e o frade do medievo Francisco de Assis (1182-1226), além de terem feito sua páscoa precocemente, possuíam, ao menos, dois pontos de comunhão, apesar da distância secular que os separa. O primeiro deles é a contemplação do belo por meio da liturgia. Francisco foi um homem formado pela liturgia e Cláudio bebeu na fonte da liturgia para elaborar suas obras sacras, que se tornaram meio para bem celebrar a mesma liturgia!

Cláudio e Francisco foram homens de seu tempo, ambos formados e conscientes de que quem preside a liturgia é Cristo, o liturgo por excelência. Igualmente, compreendiam que é Dele, Cristo, cabeça da Igreja (Colossenses 1,18), jorra a fonte de água viva, a única capaz de saciar a sede humana e dar sentido à vida. Por isso, cada um a seu modo mergulhado em seu tempo histórico viveu sua fé e deixou um convite para a humanidade: a beleza é Cristo, contemplemo-Lo!

O primeiro, fiel às diretrizes do Concílio Vaticano II (1962-1965), empenhou-se no caminho ad fontes[1] e na renovação da arte cristã e produziu suas obras sacras irradiando a essência litúrgica do primeiro milênio em sua forma e conteúdo realizando um verdadeiro aggiornamento (atualização). O segundo, fiel à reforma litúrgica empreendida por Inocêncio III, no Concílio Lateranense IV (1215), adotou para si e para sua nascente fraternitas, o livro litúrgico chamado Breviário, usado pelo Pontífice e pela Cúria Romana[2], alertando a seus frades para serem e se manterem católicos.[3]

O segundo ponto de comunhão entre Claudio e Francisco é a criatividade inovadora. Francisco escreveu, em 1224, em italiano antigo o Cantico delle Creature, obra prima pela qual ficará conhecido através dos séculos, como um dos primeiros poetas da língua italiana, conforme pode ser visto no Códice 338 da Biblioteca do Sacro Convento de São Francisco, em Assis, Itália (Figura 1). Cláudio, deixou escrita sua obra, sobretudo, nas figurações das paredes interiores do maior santuário mariano do mundo, o Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, estado de São Paulo, uma das amostras mais importantes e significativas da arte sacra nacional, pela qual se tornou conhecido como o “Michelangelo brasileiro”[4], conforme se pode observar no detalhe do Baldaquino do Presbitério.

Figura 1: Francisco de Assis (Cântico das Criaturas – ou do Frei Sol), códice 338. Século XIII.[5]


O artista sacro paulistano Cláudio Pastro, e o conjunto de suas mais de 350 obras autorais, são expressões significativas daquelas intuições básicas do Concílio Vaticano II que buscaram religar fé, vida e cultura, para que, organicamente, possam irradiar o mistério pascal de Cristo. Sua arte expressou com dignidade as raízes indígenas e africanas do país e trouxe à luz uma novidade valorizada pelo Concílio, a arte Bizantina, aproximando, em terras brasileiras, Ocidente e Oriente.

A pesquisadora Wilma Tommaso, elencou algumas importantes influências na obra de Cláudio Pastro. No rosto de Cristo, Cláudio evidencia a influência do Mandylion de Edessa[6], nome dado à imagem de Cristo, Santa Face, pelos ortodoxos e que se tornou o protótipo do Pantocrator.[7] No seu fazer artístico, sob influência da arte românica e bizantina, se autodenomina um fóssere, “pertenço à antiga estirpe dos ‘fóssores’ (coveiros) que nas catacumbas tinham a função de preparar a ‘viagem para o além’”[8].

Na arte moderna, Pastro é influenciado por artistas modernos impressionistas e pós-impressionistas tais como Oscar-Claude Monet (1840-1926), Édouard Manet (1823-1883), Paul Cézanne (1839-1906), Eugène Henri Paul Gauguin (1848-1903), Vincent Willem Van Gogh (1853-1890), Henri Émile Benoît Matisse (1869-1953), pelo simbolista Gustav Klimt (1862-1918), pelo movimento Art nouveau e, ainda, pela escola de Beuron, escola de arte fundada por monges beneditinos na Alemanha no final do século XIX, embora não se associe diretamente a essas escolas estilísticas.

No Brasil, Pastro teve como referência vários artistas da arte moderna que empreenderam uma nova representação na arte concretizada pela busca do que é essencial desprendendo-se dos cânones naturalistas de representação do mundo. Neste rol de artistas destacam-se os artistas ítalo-brasileiros, o escultor Galileo Emendabili (1898-1974), o multifacetado Fulvio Pennacchi (1905-1992) e o escultor Victor Brecheret (1894-1955), além do artista plástico paulista Candido Portinari (1903-1962).

No âmbito eclesial, partindo do ad fontes e do aggiornamento, toda a produção artística e arquitetônica de Pastro é projetada, desde os detalhes, naquilo que prescrevia as normas e práticas da liturgia, da arte sacra e seus símbolos milenares, resgatados pela Igreja na ocasião do Vaticano II[9] e que tem como função primordial servir a sagrada liturgia por meio da evocação da nobre beleza, servindo ao mistério de maneira mistagógica.[10] Nesta perspectiva, apresentaremos algumas amostras da grandiosa obra de Cláudio Pastro nas quais ele figura São Francisco de Assis e Santa Clara de Assis.

A primeira figuração é o vitral São Francisco e as criaturas (Figuras 2 e 3) da Capela São Francisco de Assis, capela particular do Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis. A obra foi o último projeto de Cláudio Pastro antes de seu falecimento em 2016. Por essa triste causa, foi solicitado a conclusão do projeto e execução da obra ao Ateliê São Bento de Arte Sagrada, do artista sacro mineiro, Júlio Quaresma.[11] Nas representações abaixo, pode-se observar o estudo realizado e assinado por Pastro e a projeção arquitetônica realizada pelo Ateliê com base no estudo. 

Figura 2: Cláudio Pastro, Estudo da Capela São Francisco de Assis. 2016.
Figura 3: Cláudio Pastro, Projeção Arquitetônica. 2019.


A seguir é possível observar o desenho do vitral São Francisco e as Criaturas (Figura 4), assinado por Pastro. Posteriormente pode-se contemplar uma fotografia (Figura 5) do ambão da Palavra e ao fundo o Vitral e nele a representação de Francisco de Assis em leve inclinação com um pássaro em suas mãos; ao fundo o sol, a lua; abaixo, uma árvore, um pássaro e uma chama de fogo. Toda a composição é organizada em linhas curvas e paralelas em tons de azul, sugerindo uma brisa suave na qual se insere o santo e os elementos da natureza, conferindo ao vitral harmonia e leveza. Nota-se, na obra, clara influência da arte moderna com suas poucas linhas, cores que destacam o fundo azul e linhas que transmitem movimento.

Figura 4: Cláudio Pastro, São Francisco e as Criaturas, Projeto Vitral, 2016.
Figura 5: Cláudio Pastro, São Francisco e as Criaturas, Ambão e Vitral. 2019.


A segunda obra selecionada trata da pintura mural em que representa Francisco de Assis e Clara de Assis aos pés do Crucificado (Figura 6). A obra foi realizada na década de 1980, a pedido das monjas Clarissas quando da fundação de seu Mosteiro em 17 de junho de 1984, na cidade de Caicó, Rio Grande do Norte. O Mosteiro foi inaugurado em 1986 e abençoado em 07 de maio de 1989, com a dedicação da Capela. Um mosteiro sóbrio em suas estruturas e composto, além da Capela e clausura das irmãs, por hospedaria, parlatório e cemitério.

A obra possui uma nobre sobriedade que se verifica pelo tom monocromático das cores, ocres e terras, que remetem à humildade e simplicidade. A pintura é encimada pela frase do Apocalipse, capítulo 1, versículo 17 e diz: Eu sou o primeiro e o último, o Vivente, estive morto, mas eis que vivo. Na base inferior avançando para a lateral esquerda está a frase de São Francisco: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos, porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.  Na lateral direita, avançando para a base inferior, podemos ler a frase de Santa Clara: E vós, meu Deus, sede bendito, por me haveres criado! 

Figura 6: Cláudio Pastro, Francisco de Assis e Clara de Assis aos pés do Crucificado, Afresco. Década de 1980 (Foto de Júnia).


A terceira e quarta figurações se encontram no Convento das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição de Maria de Bonlanden, na cidade de Itapecerica da Serra, no estado de São Paulo. As irmãs são conhecidas como Irmãs Franciscanas de Bonlanden e a congregação foi fundada pelo alemão Padre Faustino Maurício Mennel, em 1854. A terceira obra é um vitral, Louvor de São Francisco (Figura 7). Francisco está de braços abertos em atitude de louvor, acima de seus braços estão representados o sol e a lua. Há também a presença de pássaros pousados em seus braços e voando por toda a composição e aos seus pés podemos observar peixes representados dentro de águas que se movimentam.

A outra composição, quarta obra, está localizada nos corredores do Convento e se trata de um afresco, São Damião com a Imaculada Conceição, Padre Maurício Mennel e São Francisco (Figura 8), no qual podemos observar a Cruz de São Damião ao centro, com destaque para as cores azuis, e ladeada à direita pela Imaculada Conceição de Maria, ainda à direita a figura do fundador Padre Faustino Maurício Mennel, trazendo em seu corpo figurações da Casa Geral das Irmãs na Alemanha, localizada na cidade alemã de Bolanden, e do Convento das Irmãs onde se encontra a obra em Itapecerica da Serra. À esquerda aparece São Francisco, trazendo na altura dos rins a representação do Convento de São Damião, primeiro mosteiro em que viveu Santa Clara de Assis e do qual germinou o ramo feminino da Ordem Franciscana, a Ordem de Santa Clara.

Figura 7: Cláudio Pastro, Louvor de São Francisco, Vitral. Sem datação. (Foto Felipe Koller).
Figura 8: Cláudio Pastro, São Damião com a Imaculada Conceição, Padre Maurício Mennel e São Francisco, Pintura Mural. 1988. (Foto Felipe Koller).


A quinta obra em que aparece São Francisco, encontra-se na Casa Geral das Irmãs Franciscanas de Bonlanden, no antigo município do distrito de Esslingen, em Baden-Württemberg, Alemanha, hoje cidade de Filderstadt. Trata-se de um grande painel que retrata a cena São Francisco e a Natividade do Menino Deus (Figura 9), no qual podemos observar Francisco contemplando a Maria e o Menino Jesus. O painel faz parte do Museu dos Presépios que as irmãs possuem em suas dependências e a obra foi exposta ao público com destaque em 2023, por ocasião das celebrações dos 800 anos do Presépio, realizada por Francisco na pequena cidade italiana de Greccio.[12]

Figura 9: Cláudio Pastro, São Francisco e a Natividade do Menino Deus. Pintura. 2007. (Foto Felipe Koller).


A sexta e penúltima figuração, se encontra na cidade de Campo Largo, Paraná, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima e retrata São Francisco e o Louvor das Criaturas (Figura 10), executada em azulejos pelo ateliê Alfanio Azulejaria. No painel azulejar podemos observar São Francisco com os braços erguidos, tradicional postura de oração no medievo, e olhando para o céu. Em sua mão direita traz um raminho e na mão esquerda, a cruz. Em seus pés e lado as marcas dos estigmas de Cristo.

A composição do painel visto inteiramente e em detalhe (Figura 11), distribui  harmonicamente os elementos do Cântico das Criaturas, tais como o sol, a lua, o vento e água em zigue-zague marajoara e, na auréola do santo, estão contidos os elementos folhas, estrelas e fogo. Aos seus pés estão dois cordeiros, ao modo do Bom Pastor, e ao lado contém as inscrições, em italiano, do Cântico que diz: Laudato Si, ó mio Signore. A obra encanta por sua singeleza e elegância. 

     
Figuras 10 e 11: Cláudio Pastro, São Francisco e o louvor das criaturas. Azulejaria. Criado em 2013 e produzidos em 2020 por Carlos Alfanio. (Fotos de Christiane Meyer e Silvana Borges).


Por fim, apresentamos a sétima e última figuração, um desenho realizado por Claudio Pastro para a ilustração do livro[13] chamado Perché a te Antonio? de autoria do religioso sacerdote italiano da Ordem dos Servos de Maria, padre David Maria Turoldo, com publicação em 1981, pela Edizioni Messaggero Padova, a qual chamamos de São Francisco com suas mãos estigmatizadas (Figuras 12), episódio da vida do santo de Assis que comemora jubileu de 800 anos em 2024.

Figuras 12: Cláudio Pastro, São Francisco Estigmatizado. Ilustração. Sem datação.


Como últimas considerações, gostaríamos de destacar que as obras de Arte Sacra de Cláudio Pastro, que teve uma páscoa tão precoce, é um marco na história da Igreja do Brasil em termos de arquitetura e espaço litúrgico. Suas mais de 350 obras, no Brasil e no mundo, traduzem de maneira brilhante e profunda as orientações do Concílio Vaticano II e traduzem a reforma na arte e arquitetura sacras cristãs iniciada na Bélgica em 1909 pelo Movimento Litúrgico que culminou com a reforma litúrgica e a proclamação do Concílio Vaticano II. Essa reforma litúrgica, por vezes, tão mal compreendida por muitos, ocasionou o abandono, dissociação e destruição de tantas obras religiosas e sacras em todas as regiões do Brasil.

Oxalá, as obras de Cláudio Pastro possam continuar sendo conhecidas, valorizadas e estudadas, especialmente, desde a irradiação promovida pelos espaços celebrativos e litúrgicos do Santuário Nacional de Aparecida, assim como todas as obras, de diferentes suportes, autorias, materiais e técnicas, religiosas e sacras, como manifestações autênticas da história, cultura, religiosidade e criatividades brasileiras.

Notas

[1] Cf. Perfectae Caritatis, n. 2. Ad fontes, foi uma das intenções que caracterizaram o espírito do Concílio Vaticano II. A uma expressão foi empregada em 1919 pelo grande abade Dom Herwegen da Abadia de Marialaach, Alemanha, em uma famosa homilia que preconizava o Concílio Ecumênico Vaticano II. TOMMASO, Wilma S. de. Cláudio Pastro: um artista pós Vaticano II. Ciberteologia – Revista de Teologia & Cultura – Ano XIII, n. 54, p. 123. Disponível em: https://bit.ly/2HOReDX. Acesso em 28 de junho de 2022.

[2] MESSA, Pietro. Francisco de Assis, um homem formado pela liturgia. Disponível em: http://www.30giorni.it/articoli_id_9446_l6.htm#. Acesso em 22 de maio de 2024.

[3] Regula Bullata, capítulos II, 3 e XII, 5; Testamentum 34.

[4] GERONAZZO, Fernando. Obra de Pastro é patrimônio que deve ser conhecido e preservado. Disponível em: https://osaopaulo.org.br/brasil/obra-de-pastro-e-patrimonio-que-deve-ser-conhecido-e-preservado/. Acesso em 22 de maio de 2024. Esse título também lhe é conferido pelo Mosteiro de Helfta na Alemanha.

[5] Reprodução do Códice 338, f.f. 33r – 34r, sec. XIII – Biblioteca del Sacro Convento di San Francesco, Assisi. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cantico_delle_Creature.djvu. Acesso em 22 de maio de 2024. O Cântico pode ser lindo na íntegra em sua versão latim-português em http://centrofranciscano.capuchinhossp.org.br/fontes-leitura?id=231&parent_id=68. Acesso em 22 de maio de 2024.

[6] “Segundo a Tradição, o rei Abgar da cidade de Edessa, estava doente de lepra, teve um sonho no qual ele via Jesus sendo perseguido, aprisionado e martirizado. Então ele envia um emissário em busca deste que ele considerava um grande profeta visto em seu sonho. Quando o emissário do rei, depois de muito procurar, afinal encontra-se com Jesus, diz-lhe: “o meu rei pede que o Senhor venha comigo em nosso país, lá o Senhor estará protegido, o meu rei não deixará que nada de mal lhe aconteça”. Jesus responde que agradecia, porém não poderia aceitar, afinal Ele veio para os seus e, além disso, era preciso que Ele cumprisse a Vontade do Pai. O emissário replica que o seu rei era muito rigoroso e, portanto, não poderia voltar demãos vazias. Então Jesus lhe pede um lenço que o emissário trazia e com esse lenço enxuga o rosto, dobra-o e devolve-lhe pedindo que entregasse ao rei. O emissário assim o fez. Quando o rei recebeu o lenço, desdobrou-o e viu que a face de Jesus, a Santa Face, estava impressa no Mandylion (lenço em grego) e, ao ver a imagem, o rei ficou curado de sua doença. Esta imagem, o Mandylion, é considerada pelos ortodoxos como achéiropoiètes (não pintado por mãos humanas). TOMMASO, op. cit., p. 117.

[7] Cf. TOMMASO, Wilma Steagall. O Cristo Pantocrator: da origem às igrejas no Brasil, na obra de Claudio Pastro. 1 Ed. São Paulo: Paulus, 2017.

[8] TOMMASO, Op. cit., p. 119.

[9] TOMMASO, Op. cit., p. 124.

[10] GOMES, Richard. Por uma Liturgia: as funções das imagens na arte sacra de Cláudio Pastro. Revista do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ. Disponível em:

https://offlattes.com/archives/5954. Acesso em 22 de maio de 2024.

[11] QUARESMA, Júlio. Capela São Francisco de Assis. Ateliê São Bento de Arte Sagrada. Disponível em:  http://ateliesaobento.blogspot.com/2019/02/capela-sao-francisco-de-assis.html?q=S%C3%83O+FRANCISCO. Acesso em 22 de maio de 2024.

[12] Em seu livro Imagens do Invisível (2013, p. 246), Pastro escreve sobre a obra: “Louvado sejas, Senhor, nas imagens que inventamos para explicar-te, ó inexplicável” (Cântico das Criaturas – São Francisco de Assis).

[13] Disponível em: https://claudiopastro.com.br/obras/ilustracoes-em-livros/. Acesso em 22 de maio de 2024.

Sobre o autor

Adriano Cézar Oliveira

Licenciado em Filosofia, Bacharel e Especialista em Teologia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino. Especialista em História da Arte Sacra pela Faculdade Dom Luciano Mendes. Especialista em Ciências da Religião pela Faculdade Única. Pesquisador do grupo Arte Sacra Contemporânea: Religião e História, do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ.