Arte Sacra Contemporânea: Religião e História

O Cântico do Frei Sol de São Francisco de Assis e o louvor da matéria transfigurada!

  1. Preâmbulo

O Cântico do Frei Sol de São Francisco de Assis (1182-1226) foi gestado durante toda a sua vida através de relações profundas – consigo, com os outros e com o criador – sendo escrito propriamente no ano de 1225, portanto, há 800 anos. Dentre os 31 escritos do santo de Assis, provavelmente, esse cântico é o seu texto mais conhecido, admirado e estudado. De fato, a profundidade bíblica, a sensibilidade espiritual e a linguagem poética presentes nas linhas e entrelinhas desse cântico são características que saltam aos olhos dos leitores mais atentos e encontram ressonância no espaço interior daqueles mais sedentos por uma espiritualidade sadia, mística e orgânica.

Em relação à autenticidade do Cântico do Frei Sol, de acordo com a tradição manuscrita, sua transmissão e a análise de historiadores não há dúvidas que seu autor seja, de fato, São Francisco de Assis. O texto integral do cântico pode ser lido no manuscrito 338 – datado da segunda metade do século XIII e localizado no Sacro Convento de Assis – documento de grande importância para os estudos franciscanos (Fig. 1). A composição do escrito franciscano se situa no período entre a estigmatização de Francisco de Assis no Monte Alverne, ocorrida em setembro de 1224, e sua morte, em 03 de outubro de 1226, sendo mais provável que sua composição tenha se dado durante o inverno de 1224-1225.

Fig. 1: Francesco d’Assisi. Cantico de Frate Sole, 1225. Ms. Assisi, Biblioteca del Sacro Convento.
Fonte: Fondo antico, 338, secolo XIII, c. 33r, incipit del Cantico (Foto do Autor, 2025).


Na tradição franciscana, o Cântico do Frei Sol recebeu vários nomes ao longo da história, entre eles o mais genérico é Cântico das Criaturas por ser um nome mais abrangente e fiel ao contexto dos louvores escritos por Francisco de Assis[1] e, sobretudo, por se relacionar ao seu conteúdo[2]. Outro nome é Hino da Irmã Morte, nome que se refere à situação de enfermidade em que se encontrava Francisco e por sua escrita se situar na proximidade da data de sua morte[3]. A nomenclatura mais comum é Cântico do Frei Sol, nome dado ao texto pelo próprio Francisco[4], e mais próximo à poética do louvor, própria da sensibilidade franciscana, presente em outros cânticos de sua autoria.

As linhas do Cântico do Frei Sol (1225-2025)[5] destacam o tema do louvor que se desenvolve no ritmo dos salmos e dos cânticos litúrgicos[6] evidenciando a familiaridade de Francisco de Assis com as palavras da Sagrada Escritura e com a leitura tipológica dos santos padres, conforme se pode observar nas passagens bíblicas destacadas nos versículos. O conjunto de suas estrofes compreende louvores que exaltam a Deus Criador, todas as criaturas e, em particular, o ser humano, como se pode ler na poética do Salmo 8:

Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso teu nome em toda a terra!
Sobre os céus se eleva a tua majestade!
Da boca das crianças e dos lactentes te procuras um louvor contra os teus adversários,
para reduzir ao silêncio o inimigo e o rebelde.
Quando olho para o teu céu, obra de tuas mãos,
vejo a lua e as estrelas que criaste:
Que coisa é o ser humano, para dele te lembrares,
o filho do homem, para o visitares?
No entanto, o fizeste só um pouco menor que um deus,
de glória e de honra o coroaste.
Tu o colocaste à frente das obras de tuas mãos.
Tudo puseste sob os seus pés:
todas as ovelhas e bois, todos os animais do campo,
as aves do céu e os peixes do mar,
todo ser que percorre os caminhos do mar.
Ó Senhor, Senhor nosso, como é glorioso o teu nome em toda a terra!

  • O Cântico do Frei Sol de São Francisco de Assis

O Cântico do Frei Sol de Francisco de Assis possui uma estrutura que compreende ao todo dez estrofes de comprimento variado, por exemplo, a primeira e a segunda assim como a oitava e a nona são mais compridas que as demais. Nas estrofes e ao longo de seus versos se destacam oito temáticas específicas que falam sobre o sol, a lua e as estrelas, o vento, a água, o fogo, a terra, o perdão, e, por fim, a morte. O cântico é emoldurado por uma estrofe de abertura e uma estrofe de fechamento e as demais condensam versos que falam do universo celeste, do universo terrestre e do universo humano como se pode ver a seguir:

EstrofesVersículosDivisão
I: Estrofe de abertura  1 Altíssimo, onipotente, bom Senhor, teus são o louvor, a glória, a honra e toda bênção (cfr. Ap 4,9.11). Abertura (os céus narram a glória de Deus, ele é o centro da fraternidade universal).
2 Só a ti, Altíssimo, são devidos; E homem algum é digno de te mencionar. 
II: Estrofe do Sol3 Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas (cfr. Tb 8,7), especialmente o senhor Frei Sol, que é dia e nos iluminas por ele.O universo celeste (sol e lua e as suas qualidades).
4 E ele é belo e radiante com grande esplendor; de ti, Altíssimo, carrega a significação. 
III: Estrofe da lua e das estrelas5 Louvado sejas, meu Senhor, pela Irmã Lua e as Estrelas (cfr. Sl 148,3), no céu as formaste claritas e preciosas e belas. 
IV: Estrofe do vento6 Louvado sejas, meu Senhor pelo Frei Vento, pelo ar, ou nublado ou sereno, e todo o tempo (cfr. Dn 3,64-65), pelo qual às tuas criaturas dás sustento. O universo terrestre (os quatro elementos da vida, dois masculinos e dois femininos).  
V: Estrofe da água7 Louvado sejas, meu Senhor pela Irmã Água (cfr. Sl 148, 4-5), que é muito útil e humilde e preciosa e casta. 
VI: Estrofe do fogo8 Louvado sejas, meu Senhor, pelo Frei Fogo (cfr. Dn 3, 63) pelo qual iluminas a noite (cfr. Sl 77,14), e ele é belo e alegre e vigoroso e forte. 
VII: Estrofe da terra9 Louvado sejas, meu Senhor, por nossa Irmã a mãe Terra (cfr. Dn 3,74), que nos sustenta e governa, e produz frutos diversos e coloridas flores e ervas (cfr. Sl 103,13-14). 
VIII: Estrofe do perdão10 Louvado sejas, meu Senhor, pelos que perdoam por teu amor (cfr. Mt 6,12), e suportam enfermidades e tribulações. O universo humano (o pecado/mal só é superado pelo perdão/amor. A morte é uma realidade dura da qual não se pode escapar, ela é a decisão última).
11 Bem-aventurados os que as suportam em paz (cfr. Mt 5,10), que por ti, Altíssimo, serão coroados. 
IX: Estrofe da morte12 Louvado sejas, meu Senhor, por nossa Irmã a Morte corporal, da qual nenhum homem vivo pode escapar. 
13 Ai dos que morrerem em pecados mortais! Felizes os que ela achar conformes à vossa santíssima vontade, porque a morte segunda não lhes fará mal! (cfr. Ap 2,11; 20,6) 
X: Estrofe de fechamento  14 Louvai e bendizei a meu Senhor (cfr. Dn 3,85), e dai-lhe graças, e servi-o com grande humildade.Encerramento (se Deus é o princípio de tudo (vv. 1-2), tudo tem sua razão última de ser em Deus (v. 14).

O Cântico do Frei Sol, de acordo com informações pinçadas das hagiografias franciscanas, foi composto por Francisco de Assis, provavelmente, em três momentos e lugares distintos. A primeira parte, mais longa (vv. 1-9), foi redigida junto ao mosteiro de São Damião, provavelmente em outubro de 1224/25.[7] A segunda parte quando fala do perdão e da paz (vv.10-11), provavelmente foi composto no contexto do litígio e, depois, a reconciliação entre o Bispo e o Podestá de Assis.[8] Por fim, a terceira e última parte, quando fala da Irmã Morte e termina o cântico (vv. 12-14), foi composto na Porciúncula – Igreja de Santa Maria dos Anjos[9] – nas últimas semanas de sua vida quando para lá foi levado depois de despedir-se da visão da cidade de Assis.[10]

O escrito franciscano foi um fruto maduro colhido no final de um longo processo de amadurecimento humano e espiritual empreendido por Francisco de Assis durante toda sua vida, particularmente nos últimos anos de vida, realidade que se pode intuir a partir do contexto de sua composição. No período em que escreveu o Cântico do Frei Sol, Francisco “passava por sofrimentos físicos – a cegueira dos olhos, os problemas de estômago, fígado, baço, a própria dor dos estigmas – tudo isso somado às tribulações humano-espirituais em função dos caminhos da Ordem, que a esse momento fugia do seu controle como fundador”.[11]

Francisco de Assis ao escrever seu cântico de louvor atravessava uma profunda “noite escura”, humana e espiritual, povoada apenas pela decepção, pela fragilidade da doença e até mesmo pela sensibilidade à luz devido à doença de seus olhos.[12] O amante de todo o criado não podia mais contemplar as belezas da criação com os olhos do corpo, mas somente com os olhos da alma. Pela experiência de uma vida inteira transfigurada pela fé continuava a viver e a pregar, por obras e palavras, uma espiritualidade orgânica que compreendia a unidade do cosmo inteiro. Tal visão orgânica proporcionou a Francisco ao final de sua vida terrena a experiência de escrever o Cântico do Frei Sol como versos que testemunham o perdão e a reconciliação, a entrega humilde à morte, a quem chamou de irmã, e a comunhão com todas as criaturas.

  • O louvor e a matéria transfigurada

A contemporaneidade, com suas múltiplas facetas e camadas, é marcada por duas tendências que interferem diretamente na fé cristã e no itinerário humano-espiritual, o neopelagianismo e o neognosticismo, cada qual com novas roupagens. O neopelagianismo privilegia o livre-arbítrio negando o auxílio da graça como necessário à salvação e o neognosticismo afirma que pelo intelecto o próprio ser humano pode descortinar seu horizonte de salvação. Tanto o individualismo neopelagiano quanto o desprezo neognóstico pelo mundo material, especialmente o corpo, não colaboram com a visão orgânica bíblica acerca da unidade própria da pessoa humana em sua integralidade: bíos, vida biológica; psique, vida psíquica e zoé, vida espiritual.

Ao longo dos séculos, muitos homens e mulheres viveram e testemunharam integralmente a essência da fé cristã e São Francisco de Assis é um exemplo sempre atual desta concepção da vida e do ser humano em sua integralidade. O assisense, com sua aguda sensibilidade humana e intuição espiritual, compreendeu a íntima ligação das múltiplas realidades que habitam o coração da existência. Sua visão orgânica da vida e integral do ser humano é desafiadora até mesmo para as mentes mais sensíveis da atualidade. O olhar de Francisco – ontem e hoje – se constitui uma profecia contra o fragmento, o fugaz e o absurdo, questionando uma vida sem raízes, uma liberdade sem horizonte e uma existência sem sentido e apartada da comunhão.

Francisco de Assis teceu toda a sua existência com fios de uma visão cosmoteândrica, isto é, uma concepção orgânica da realidade: cósmica, divina e humana. A totalidade de suas vivências foram transformadas em sabedoria e sua experiência indivisa da vida transbordou pela teia de suas relações com toda a criação como testemunhado em seu Cântico do Frei Sol (Fig. 2). A sua intuição totalizante e reconciliadora expressou uma inocência originária frente à realidade que o cercou e a maneira como compreendia a vida a partir da graça original, demonstrando uma fé trinitária, uma profunda capacidade simbólica e inconfundível vocação comunional.

Fig. 2: Ir. Maria Ludgera Haberstroh. Cântico do Frei Sol e São Francisco. Pátio Interno da Igreja de Frankfurt Liebfrauenkirche, Alemanha.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Frankfurt_Liebfrauenkirche_Innenhof_Franziskus-Mosaik.jpg. Acesso em 09 de setembro de 2025.


Francisco de Assis – alter Christus – transfigurou toda matéria criada compreendendo pela luz da fé a intuição essencial de Romanos 8,18-25 através de sua experiência existencial e literária de seu Cântico do Frei Sol. Na fragilidade de sua existência, foi testemunha da redenção não só do homem, mas de toda a criação em Jesus Cristo. Um belo exemplo artístico que transparece essa realidade é a obra São Francisco e os animais localizada no corrimão de uma das escadas do coro da Catedral de São Pedro e São Paulo em Naumburg, na Alemanha. A obra foi idealizada pelo artista Heinrich Apel na década de 1970 (Fig. 3-5) e representa a harmoniosa relação e comunhão entre Francisco e as várias criaturas destinadas à redenção crística. Francisco é símbolo do homem reconciliado, cósmico e capaz de uma fraternidade universal.

Fig. 3-5: Heinrich Apel. São Francisco e os animais. Corrimão do coro da Catedral de São Pedro e São Paulo em Naumburg, Alemanha.
Fonte: Foto de Christiane Meier, 2025.


Em suma, a intuição de São Francisco de Assis, altamente sensível e profundamente espiritual, possibilitou ao santo fazer a experiência concreta de uma espiritualidade orgânica e sadia ao ponto de restaurar – o quanto possível – a harmonia do “paraíso perdido” em si e em torno de si e propor a mesma experiência à sua fraternitas. A concepção franciscana da fraternidade universal propõe a reconfiguração do ser humano e, por conseguinte, da sociedade como um novo Éden. Tal proposta se concretiza na vivência plena da experiência de ser filho no Filho – portanto, novas criaturas – e na aceitação livre e amorosa do projeto querido por Deus para cada ser humano sempre em busca de construir o Reino de Deus no claustro do mundo.

[1] Cf. Vita Prima, 109.

[2] Cf. Vita Secunda, 213.

[3] Cf. Espelho da Perfeição, 123.

[4] Cf. Legenda Perusina 83, Espelho da Perfeição 101, 119 e 123. Pode-se ler em Espelho da Perfeição 119, 1-7: “1Entre todas as criaturas carentes de razão, amava com afeição maior o sol e o fogo. Pois dizia: “De manhã, quando nasce o sol, todas as pessoas deveriam louvar a Deus que o criou para a nossa utilidade, porque é por ele que nossos olhos são ilu­minados de o dia. 2À tarde, quando anoitece, todas as pessoas deveriam louvar a Deus pelo irmão fogo, pelo qual nossos olhos se iluminam de noite. 3Pois todos somos como cegos e, por estes nossos dois irmãos, o Senhor ilumina nossos olhos. E as­sim, devemos louvar o Criador particularmente por essas e pelas outras criaturas que usamos todos os dias”. 4Foi o que ele sempre fez até o dia de sua morte. Até mais, quanto mais a doença agravava, ele começava a cantar os louvores do Senhor pelas criaturas, que ele tinha feito, 5e depois fazia seus companheiros cantar, para que, em consideração aos louvores do Senhor, ele esquecesse a dureza de suas dores e enfermidades. 6E porque considerava e dizia que o sol é mais belo do que as outras criaturas e pode ser mais assemelhado a Deus, tanto que na Escritura o Senhor é chamado de sol da justiça (cf. Mt 4,2). 7Por isso, ao dar um nome aos Louvores do Senhor que fez sobre as criaturas quando o Senhor o certificou sobre o seu Reino, chamou-os de Cântico de Frei Sol”.”

[5] Para uma leitura aprofundada sobre o Cântico do Frei Sol conferir o texto de Frei Jaime Solsona, OFM, disponível em https://franciscanos.org/estudios/solsona.html ou em Selecciones de Franciscanismo, vol. V, núm. 13-14 (1976) 8-30. Acesso em 09 de setembro de 2025.

[6] Cf. Salmo 135 e 148; Cântico de Daniel 3, 52-90. Para uma leitura comparativa entre o Cântico do Frei Sol e o Cântico de Daniel conferir o artigo de Frei Giovanni Pozzi, OFMCap, que está disponível na íntegra em https://franciscanos.org/estudios/pozzi.htm ou em Selecciones de Franciscanismo, vol. V, n. 13-14 (1976) pp. 65-79. Acesso em 09 de setembro de 2025.

[7] Ocasião em que Francisco também teria composto o Audite Poverelle – Ouvi, pobrezinhas, que em 2025 completa, igualmente, 800 anos. (Cf. Compilação de Assis, 85).

[8] Talvez em junho de 1226. (Cf. Compilação de Assis 84; Segundo Espelho da Perfeição 101).

[9] Cf. Compilação de Assis 6-7; Segundo Espelho da Perfeição 123.

[10] De acordo com Frei Márcio José Tessaro, OFMCap, “o texto foi escrito provavelmente entre o inverno e a primavera de 1225 (Europa), quando Frei Francisco se encontrava em São Damião, lugar em que permaneceu ao menos por 50 dias. A estrofe sobre o perdão foi escrita possivelmente alguns meses depois para sanar um conflito entre o bispo e o prefeito de Assis. E a estrofe sobre a irmã morte, nos últimos dias da sua vida, em setembro de 1226”, disponível na íntegra em: https://www.capuchinhos.org.br/blog/o-cantico-de-frei-sol-o-louvor-da-fraternidade-universal. Acesso em 09 de setembro de 2025.

[11] Ibidem. Acesso em 09 de setembro de 2025.

[12] “Por isso, uma noite, pensando o bem-aventurado Francisco que estava tendo tantas tribulações, ficou com pena de si mesmo e disse lá dentro de si: “Senhor, olha para me socorrer, em minhas enfermidades, para que eu possa tolerar com paciência”. E, de repente, foi-lhe dito em espírito: “Dize-me, irmão: se alguém, por essas tuas enfermidades e tribulações te desse um tesouro tão grande e precioso que, se toda a terra fosse puro ouro, todas as pedras fossem pedras preciosas, e toda a água fosse bálsamo, todavia tu reputarias e terias por nada tudo isso, por serem matérias: terra, pedras e água, em comparação com o grande e precioso tesouro que te será dado. Não te alegrarias muito? O bem-aventurado Francisco respondeu: “Senhor, esse tesouro seria grande e impossível de investigar até o fim, muito precioso e por demais amável e desejável”. E lhe disse: “Então, irmão, alegra-te e te rejubila bastante em tuas enfermidades e tribulações, porque de resto podes estar tão seguro como se já estivesses no meu reino” (…). Ao acordar de manhã, disse aos seus companheiros (…): “Por isso eu tenho que me alegrar agora com minhas doenças e tribulações e me confortar no Senhor, e sempre dar graças a Deus Pai e a seu único Filho nosso Senhor Jesus Cristo, e ao Espírito Santo, por tamanha graça e bênção que me deram, porque, vivendo ainda na carne, por sua misericórdia dignou-se dar-me a certeza do reino, a mim, seu servozinho indigno (…). E sentando-se começou a meditar e depois a dizer: “Altíssimo, onipotente, bom Senhor”. E compôs um cântico nessas palavras e ensinou seus companheiros a cantá-lo” (Compilação de Assis, 83).

Imagens fornecidas pelo autor

Sobre o autor

Adriano Cézar Oliveira

Licenciado em Filosofia, Bacharel e Especialista em Teologia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino. Especialista em História da Arte Sacra pela Faculdade Dom Luciano Mendes. Especialista em Ciências da Religião pela Faculdade Única. Pesquisador do grupo Arte Sacra Contemporânea: Religião e História, do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo/PUC-SP – LABÔ.