Há períodos em que a política ganha expressividade e que a exibição pública de um viés se faz tão necessária que se é cobrado quando ela não se manifesta.
Behavior
Coluna semanal sobre comportamento político assinada por Fernando Amed.
Coordenador do grupo de pesquisa sobre Comportamento Político do LABÔ, Amed é Doutor em História Social pela USP e professor da Faculdade de Comunicação da Faap e do curso de Artes Visuais da Belas Artes de São Paulo.
As guerras culturais têm ocupado espaço nas mídias contemporâneas e por um motivo bem simples. Grande parte da produção de conteúdo no ocidente é pautada por uma afinidade de butique com os ideais humanistas que, mais próximos de nós, ganharam as cores esmaecidas dos tons de vermelho.
Qualquer tema que invoque luta, mão esquerda erguida e o escambau, passa por Israel ou os Estados Unidos, sendo que ninguém dá a mínima com a poluição provocada pela queima das bandeiras desses países.
Parece que sempre nos deparamos com um ativista digital que pensa que os outros são otários.
Você é capaz de notar quando as pessoas se valem de um vício alheio para manifestar a sua lisura de comportamento?
A imprensa brasileira entra em agonia quando os acontecimentos não previstos forçam a pauta.

