Os eleitores costumam ter o seu voto decidido antes mesmo do início das campanhas e o fazem em geral por ódio e aversão ao candidato opositor ao que escolheram.
Behavior
Coluna semanal sobre comportamento político assinada por Fernando Amed.
Coordenador do grupo de pesquisa sobre Comportamento Político do LABÔ, Amed é Doutor em História Social pela USP e professor da Faculdade de Comunicação da Faap e do curso de Artes Visuais da Belas Artes de São Paulo.
A consciência política, quem diria, escancara um caminho livre para a convivência e aceitação de qualquer tipo de corrupção.
A crença de que exista uma realidade mais real do que outras é uma constante nas análises sobre a dimensão política que conta com nada menos do que a alegoria da caverna como fonte originária.
As eleições são uma forma de manutenção do status quo, onde as promessas de justiça e mudança são ilusórias.
A adesão das instituições acadêmicas às narrativas midiáticas revela a falta de reflexão crítica na sociedade contemporânea.
Até que ponto podemos nos acostumar com uma cultura da corrupção de tal forma que nem sequer nos damos conta de sua existência por estar tão assimilada e naturalizada em nosso cotidiano?

