O tempo é intrigante especialmente quando pensamos nele como um conceito que nem sempre existiu, que às vezes sequer foi percebido ou notado.
Behavior
Coluna semanal sobre comportamento político assinada por Fernando Amed.
Coordenador do grupo de pesquisa sobre Comportamento Político do LABÔ, Amed é Doutor em História Social pela USP e professor da Faculdade de Comunicação da Faap e do curso de Artes Visuais da Belas Artes de São Paulo.
Ao visitar Paris, não é possível deixar de lado a lembrança do nosso fracasso enquanto nação. Temos que continuamente buscar o que quer que seja que rebata ou anule esse sentimento de inferioridade.
O cinismo se manifesta no comportamento que busca se orientar pelo tema do momento: uma causa social que melhor combine com os óculos e a camiseta.
Especular sobre o futuro é uma atitude arriscada para o historiador. Já são muitos os inconvenientes em se topar com o passado, uma vez que ele jamais se assentará.
Mestres exímios da simulação, acostumamo-nos a repetir nos mínimos detalhes o que julgamos ser a melhor forma de nos apresentarmos publicamente.
"O furor de falar, de escrever sobre a religião, sobre o governo, é como uma doença epidêmica, que contamina um grande número de cabeças entre nós. Os ignorantes, como os filósofos atuais, caíram numa espécie de delírio." (Abade Dinouart, 1771)

