Para ser publicada em algum dos poucos espaços de cultura na mídia nacional, a crítica tem que ter um lado, valer-se de maneirismos e humilhar ou exaltar o objeto sem piedade nem constrangimento.
Behavior
Coluna semanal sobre comportamento político assinada por Fernando Amed.
Coordenador do grupo de pesquisa sobre Comportamento Político do LABÔ, Amed é Doutor em História Social pela USP e professor da Faculdade de Comunicação da Faap e do curso de Artes Visuais da Belas Artes de São Paulo.
Como teria continuado a história se Carlos I tivesse evitado a Guerra Civil na Inglaterra, se os Estados Unidos não se tornassem independentes ou se Hitler invadisse o Reino Unido?
Para usá-las na mídia, nem se perde tempo no exame mais atento do que essa pessoa fez ou deixou de fazer. Se ela vem sendo chamada por esses adjetivos, ela é boa.
No mais das vezes, os políticos não profissionais apenas defendem o que melhor combina com os seus scripts do momento.
Toda alusão grandiosa ao Brasil somente pode ser percebida como cínica. Devemos sempre partir do pressuposto de que um juízo positivo acerca do nosso país sinaliza exatamente o contrário.
Quando os julgamentos e escolhas políticas são tomados pelo crivo moral, temos uma situação em que o critério de escolha deveria levar em consideração a diferença entre o bem e o mal.

