Provavelmente teria muita clareza em identificar que a ideologia capitalista opera verdadeiros prodígios.
Behavior
Coluna semanal sobre comportamento político assinada por Fernando Amed.
Coordenador do grupo de pesquisa sobre Comportamento Político do LABÔ, Amed é Doutor em História Social pela USP e professor da Faculdade de Comunicação da Faap e do curso de Artes Visuais da Belas Artes de São Paulo.
O que ganhamos de conhecimento com gente como Sean Penn, Roger Waters, Bono Vox, Sting ou Mark Ruffalo se pronunciando sobre os indígenas da Amazônia, as queimadas Brasil afora ou sobre a política internacional?
Autores que tentam sair da bolha Woke, apontam que defendemos causas para que tudo permaneça como está.
Quanto mais experiência temos no exercício de votar, mais alcançamos a percepção de que os candidatos, quando eleitos, se parecem entre si. Em especial os que se apresentam para os postos do executivo.
Artistas, escritores e intelectuais são os garotos propaganda do capitalismo woke: o melhor a fazer é não contar com eles jamais.
Quanto mais perto estamos do século XIX, mais proximidade com o decoro, com normas de erudição, com constrangimento social difundido em casa e com demais preocupações quanto ao comportamento em público.

