Alexis de Tocqueville, em A Democracia na América, figura com distinção no tipo de análise que passa pela concepção das atitudes e das alterações no cotidiano daquele que vive numa democracia.
Behavior
Coluna semanal sobre comportamento político assinada por Fernando Amed.
Coordenador do grupo de pesquisa sobre Comportamento Político do LABÔ, Amed é Doutor em História Social pela USP e professor da Faculdade de Comunicação da Faap e do curso de Artes Visuais da Belas Artes de São Paulo.
Apesar de aparentar ser portadora de universalidade, a pergunta que intitula essa coluna não se qualifica enquanto tal. Ela não faria sentido se fosse feita nos séculos passados, da pré-história ao século XIX.
Será que a repetição ad infinitum da expressão "crise da democracia" fez com que acreditássemos que essa crise existisse na realidade?
Preocupados que somos com o que nos une ao passado, ou seja, os eventos e seus significados que chegam até nós, nos perguntamos sobre a qualidade das ideias de esquerda que chegam até o tempo presente.
Podemos identificar uma proximidade de vieses entre vários tipos de veículos de comunicação, independente dos seus alvos, produto, serviços ou audiência.
O pânico de que a direita chegue ao poder é grandioso. Nele unem-se todas as pessoas de bem, gente que se acostumou a humilhar os que não se parecem com eles que até deixam de notar que o fazem.

