O vale-tudo piegas pode passar por propagandas da década de 60, por trechos de novelas brasileiras ou por textões com fundo emocional.
Behavior
Coluna semanal sobre comportamento político assinada por Fernando Amed.
Coordenador do grupo de pesquisa sobre Comportamento Político do LABÔ, Amed é Doutor em História Social pela USP e professor da Faculdade de Comunicação da Faap e do curso de Artes Visuais da Belas Artes de São Paulo.
As modas libertárias se constituíram em grave problema na modernidade. Em especial, elas são o produto mais visível e ruidoso das expectativas estimuladas pela mesma modernidade.
Acompanhamos com uma curiosidade mórbida a próxima ordem dada pelo STF com a finalidade de proibir, extinguir e fazer desaparecer. Tudo isso motivado pela ambição de melhorar o nosso país do ponto de vista moral e não exatamente para fazer cumprir e defender a constituição.
Temos dificuldades de perceber que a mobilização nazista contou com apoio substantivo do povo, especialmente porque prometia e cumpria com algumas expectativas cotidianas.
Entre intrigados e estupefatos, nos deparamos com os modos e maneiras de se capitalizar a atenção através da política que se faz no contemporâneo.
Nas muitas voltas do raciocínio dedicado a parecermos fofos, nos deparamos com falas tautológicas que nos foram impostas pela ditadura woke.

