No contemporâneo, não é difícil se fazer chorar. A linguagem do audiovisual nos adestrou às respostas de uma parafernália de sons e imagens, o suficiente para que microepifanias aconteçam.
Behavior
Coluna semanal sobre comportamento político assinada por Fernando Amed.
Coordenador do grupo de pesquisa sobre Comportamento Político do LABÔ, Amed é Doutor em História Social pela USP e professor da Faculdade de Comunicação da Faap e do curso de Artes Visuais da Belas Artes de São Paulo.
Um dos objetos que mais nos tem interessado na pesquisa em comportamento político é o do critério de escolha em quem vai se votar.
As palavras de ordem que candidamente clamam pela importância da participação popular nada mais são do que uma manifestação estética, quando muito.
A revolta das elites seria compreensível no Brasil ou nem sequer se reconhece o zelo pelo bem público que tenha sido intermediado por esse grupo social?
Em se tratando de uma commodity política, as tragédias ambientais padecem da dificuldade de serem reconhecidas para além dos impactos de quem as viveu com proximidade.
A geração Z e a substituição da vida real pela digital promovida pela câmera dianteira dos smartphones em conjunto com o Instagram.

